Pessoas maravilhosas da minha vida!! Mais uma edição desse evento incrível que reúne a acuidade e disciplina do xadrez, com um ambiente saudável e aconchegante da Livraria Cultura. ´Minha filha Jade e eu, mais uma vez prestigiamos jogando e....a Jade papou uma medalinha....já eu...bem...vamos as fotos.
terça-feira, 2 de março de 2010
domingo, 28 de fevereiro de 2010
FANTÁSTICOOOOOOOOO
Transcrevi a matéria abaixo do site MSN. Muito show esse program. Eu usei e gostei muito, mas como diz a matéria, tem alguns inconvenientes, mas sem dúvida...bem utilizado é FANTÁSTICOOOOOO.
http://chatroulette.com/
Esqueça o Facebook, o Twitter. A nova mania na internet é o site Chatroulette. E por quê? Fácil de entender: nele, os internautas podem se conectar aleatoriamente com outras pessoas, por meio de suas webcams. O sucesso é tamanho, que em horários de pico ele chega a reunir mais de 35 mil usuários.
Nesse novo serviço, que foi lançado em novembro do ano passado, o usuário clica no botão "Play" e imediatamente se depara com um completo estranho na tela de seu computador.
Se o internauta não gostar do interlocutor, basta clicar em "Next" para trocar aleatoriamente de parceiro virtual.
O objetivo do site já está implícito em seu nome. Chatroulette seria algo como roleta de conversas virtuais.
E diante de estranhos, os internautas estão criando os mais variados usos para o site. Relatos dão conta de que um rapaz da Suécia estaria desenhando rapidamente as pessoas com quem se depara no portal. Um outro usuário estaria compondo músicas a partir de temas sugeridos pelos estranhos que encontra no Chatroulette. Um americano teria o hábito de tentar prever o futuro das pessoas lendo suas mãos
Como era de se esperar, há também os que preferem usos pornográficos ou agressivos para o serviço. Há um aviso no site sobre a proibição de seu uso por menores de 16 anos, mas basta apertar o “Play” para se conectar. O Chatroulette também incentiva os usuários a denunciar qualquer uso indevido de seus serviços (como a pornografia), mas, como não há controle sobre quem usa o site (não é necessário qualquer tipo de cadastro), nem sobre o que as pessoas fazem durante os chats, o Chatroulette é visto por muitos como um campo perfeito para pedófilos e criminosos virtuais.
Assim especialistas alertam aos pais que monitorem, constantemente, o que os filhos fazem na internet. Uma boa maneira é pedir para que eles expliquem como funciona tal aplicativo.
Em tempo: o criador do serviço é o russo Andrey Ternovskiy, de apenas 17 anos. Quando foi lançado, o serviço tinha apenas dez usuários, todos amigos de Ternovskiy.
http://chatroulette.com/
Esqueça o Facebook, o Twitter. A nova mania na internet é o site Chatroulette. E por quê? Fácil de entender: nele, os internautas podem se conectar aleatoriamente com outras pessoas, por meio de suas webcams. O sucesso é tamanho, que em horários de pico ele chega a reunir mais de 35 mil usuários.
Nesse novo serviço, que foi lançado em novembro do ano passado, o usuário clica no botão "Play" e imediatamente se depara com um completo estranho na tela de seu computador.
Se o internauta não gostar do interlocutor, basta clicar em "Next" para trocar aleatoriamente de parceiro virtual.
O objetivo do site já está implícito em seu nome. Chatroulette seria algo como roleta de conversas virtuais.
E diante de estranhos, os internautas estão criando os mais variados usos para o site. Relatos dão conta de que um rapaz da Suécia estaria desenhando rapidamente as pessoas com quem se depara no portal. Um outro usuário estaria compondo músicas a partir de temas sugeridos pelos estranhos que encontra no Chatroulette. Um americano teria o hábito de tentar prever o futuro das pessoas lendo suas mãos
Como era de se esperar, há também os que preferem usos pornográficos ou agressivos para o serviço. Há um aviso no site sobre a proibição de seu uso por menores de 16 anos, mas basta apertar o “Play” para se conectar. O Chatroulette também incentiva os usuários a denunciar qualquer uso indevido de seus serviços (como a pornografia), mas, como não há controle sobre quem usa o site (não é necessário qualquer tipo de cadastro), nem sobre o que as pessoas fazem durante os chats, o Chatroulette é visto por muitos como um campo perfeito para pedófilos e criminosos virtuais.
Assim especialistas alertam aos pais que monitorem, constantemente, o que os filhos fazem na internet. Uma boa maneira é pedir para que eles expliquem como funciona tal aplicativo.
Em tempo: o criador do serviço é o russo Andrey Ternovskiy, de apenas 17 anos. Quando foi lançado, o serviço tinha apenas dez usuários, todos amigos de Ternovskiy.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Os Tiozinhos da Faculdade
Com o lema antes tarde do que nunca e muita disposição, os mais “maduros” tomam as carteiras universitárias em busca de realização profissional e pessoal
Há algumas décadas, cursar universidade era coisa para poucos. Não havia grande diversidade de cursos, oportunidade e acessibilidade a todos. Os profissionais, na grande maioria das carreiras, eram formados no dia-a-dia de trabalho, e os que eram diplomados se destacavam num mercado de trabalho em que não havia pós-graduação.
Com o passar dos anos, muitas universidades foram abertas, cursos novos formados e programas de bolsas oferecidos para que o ensino superior se tornasse algo tão fundamental para a educação como o ensino médio.
De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 1,9 milhão de novos alunos ingressou em faculdades naquele ano – um grande salto, se comparados aos 426 mil ingressantes em 1991.
Apenas o ProUni (Programa Universidade para Todos), em 2010, está oferecendo 165 mil bolsas integrais e parciais em instituições particulares de todo o País. Outras 47,9 mil vagas foram oferecidas em universidades públicas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Aqueles que não tiveram oportunidade de serem universitários no passado aproveitam uma nova chance agora.
Dividindo os livros com os filhos
Rosilene de Oliveira, 47 anos, entrou na Universidade São Marcos, no curso de Administração de Empresas. A filha tinha acabado de se formar em fisioterapia, e era chegada a hora de investir em si mesma, no seu estudo e dar um upgrade em seu currículo. “Decidi fazer a faculdade porque precisava, pelo meu trabalho. Hoje em dia, para o mercado de trabalho não adianta ter só experiência, tem que ter conhecimento teórico”, explica a administradora, que se formou em 2006.
Além da faculdade, Rosilene tinha de dar conta do trabalho em casa como mãe e esposa e da atuação na empresa em que trabalhava. “Estava parada há muito tempo com os estudos, desde o término do ensino médio, mas quando decidi cursar a universidade meus filhos e marido me apoiaram bastante”, comenta.
Apesar de ser mais velha do que seus colegas de classe, ela vivia os mesmos problemas de um universitário e seus dilemas, e confessa que chegou a “colar” em uma prova. “A gente é exemplo por não estar na idade em que a maioria das pessoas cursa universidade, mas uma vez que estamos ali temos as mesmas dificuldades que qualquer aluno”, explica. Rosilene já planeja a continuação de seus estudos, pensando em fazer pós-graduação e mestrado, para poder tornar-se professora universitária.
Bixo aos 68 anos
Aos 71 anos Apólo Natalli recebeu seu diploma de jornalista, após trabalhar a vida inteira nesta profissão que desde cedo escolheu. Estudou em uma sala em que seus colegas tinham, em média, 50 anos a menos que ele. No começo, tamanha diferença foi sentida na bagunça dos jovens, que tanto o incomodava. “Nos primeiros anos eu era um pouco impaciente e intolerante com a turma, mas no final do curso falava mais do que eles e era eu quem levava a bronca”, relembra o jornalista que, atualmente, aos 73 anos, dedica-se à produção de livros e cartas a jornais com reclamações sobre problemas da sociedade.
A faculdade trouxe grandes desafios a Apólo, como aprender a lidar com computador e com os novos paradigmas da profissão. “Para compensar a minha dificuldade em algumas matérias, estudava bastante sozinho após as aulas”, comenta.
Foi lá também que Natalli teve a oportunidade de promover uma grande troca de experiências entre jovem e idoso, mestre e aluno, onde os papéis constantemente se confundiam. “A faculdade me ressuscitou. Ganhei muito com a convivência com os jovens”, diz o jornalista, que acredita ter freqüentado a universidade na melhor hora possível, com a maturidade suficiente para aproveitar todo o conhecimento ofertado. “Aconselho todas as pessoas com mais idade a irem para as carteiras universitárias, pois mesmo que tardiamente vale a pena”, diz.
Do ponto de vista jovem
Denise Pimentel, 23 anos, formou-se jornalista na mesma turma de Apólo Natalli. Ela comenta que a presença de uma pessoa mais experiente na sala foi importante para conhecer a realidade e a praticidade da profissão, que nos primeiros anos de curso os alunos só conheciam na teoria.
Mas esta mistura de gerações também gera um certo estranhamento e conflitos. “Eu acho que no começo os alunos mais velhos são malvistos pelos mais jovens por conta do histórico de Imaturidade X Maturidade. Com o tempo e a peneira que separa o primeiro do último ano, as coisas tendem a mudar. Na nossa sala, por exemplo, depois de alguns semestres o Apólo começou a considerar os nossos comentários e notou que o nosso olhar tecnológico e moderno poderia ser vantajoso para ele. Em contrapartida, nós também passamos a vê-lo com respeito e guru para alguns conselhos”, relembra Denise.
O que fica são as trocas de experiências de duas gerações que aprendem juntas na sala de aula. “O que mais acrescentou foram as experiências e histórias que ele viveu em um tempo de ‘sonho do jornalismo romântico’ que nós não chegamos a conhecer”, comenta a jornalista.
Fonte: Portal IG - Milena Prado Neves
Há algumas décadas, cursar universidade era coisa para poucos. Não havia grande diversidade de cursos, oportunidade e acessibilidade a todos. Os profissionais, na grande maioria das carreiras, eram formados no dia-a-dia de trabalho, e os que eram diplomados se destacavam num mercado de trabalho em que não havia pós-graduação.
Com o passar dos anos, muitas universidades foram abertas, cursos novos formados e programas de bolsas oferecidos para que o ensino superior se tornasse algo tão fundamental para a educação como o ensino médio.
De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), 1,9 milhão de novos alunos ingressou em faculdades naquele ano – um grande salto, se comparados aos 426 mil ingressantes em 1991.
Apenas o ProUni (Programa Universidade para Todos), em 2010, está oferecendo 165 mil bolsas integrais e parciais em instituições particulares de todo o País. Outras 47,9 mil vagas foram oferecidas em universidades públicas para quem fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Aqueles que não tiveram oportunidade de serem universitários no passado aproveitam uma nova chance agora.
Dividindo os livros com os filhos
Rosilene de Oliveira, 47 anos, entrou na Universidade São Marcos, no curso de Administração de Empresas. A filha tinha acabado de se formar em fisioterapia, e era chegada a hora de investir em si mesma, no seu estudo e dar um upgrade em seu currículo. “Decidi fazer a faculdade porque precisava, pelo meu trabalho. Hoje em dia, para o mercado de trabalho não adianta ter só experiência, tem que ter conhecimento teórico”, explica a administradora, que se formou em 2006.
Além da faculdade, Rosilene tinha de dar conta do trabalho em casa como mãe e esposa e da atuação na empresa em que trabalhava. “Estava parada há muito tempo com os estudos, desde o término do ensino médio, mas quando decidi cursar a universidade meus filhos e marido me apoiaram bastante”, comenta.
Apesar de ser mais velha do que seus colegas de classe, ela vivia os mesmos problemas de um universitário e seus dilemas, e confessa que chegou a “colar” em uma prova. “A gente é exemplo por não estar na idade em que a maioria das pessoas cursa universidade, mas uma vez que estamos ali temos as mesmas dificuldades que qualquer aluno”, explica. Rosilene já planeja a continuação de seus estudos, pensando em fazer pós-graduação e mestrado, para poder tornar-se professora universitária.
Bixo aos 68 anos
Aos 71 anos Apólo Natalli recebeu seu diploma de jornalista, após trabalhar a vida inteira nesta profissão que desde cedo escolheu. Estudou em uma sala em que seus colegas tinham, em média, 50 anos a menos que ele. No começo, tamanha diferença foi sentida na bagunça dos jovens, que tanto o incomodava. “Nos primeiros anos eu era um pouco impaciente e intolerante com a turma, mas no final do curso falava mais do que eles e era eu quem levava a bronca”, relembra o jornalista que, atualmente, aos 73 anos, dedica-se à produção de livros e cartas a jornais com reclamações sobre problemas da sociedade.
A faculdade trouxe grandes desafios a Apólo, como aprender a lidar com computador e com os novos paradigmas da profissão. “Para compensar a minha dificuldade em algumas matérias, estudava bastante sozinho após as aulas”, comenta.
Foi lá também que Natalli teve a oportunidade de promover uma grande troca de experiências entre jovem e idoso, mestre e aluno, onde os papéis constantemente se confundiam. “A faculdade me ressuscitou. Ganhei muito com a convivência com os jovens”, diz o jornalista, que acredita ter freqüentado a universidade na melhor hora possível, com a maturidade suficiente para aproveitar todo o conhecimento ofertado. “Aconselho todas as pessoas com mais idade a irem para as carteiras universitárias, pois mesmo que tardiamente vale a pena”, diz.
Do ponto de vista jovem
Denise Pimentel, 23 anos, formou-se jornalista na mesma turma de Apólo Natalli. Ela comenta que a presença de uma pessoa mais experiente na sala foi importante para conhecer a realidade e a praticidade da profissão, que nos primeiros anos de curso os alunos só conheciam na teoria.
Mas esta mistura de gerações também gera um certo estranhamento e conflitos. “Eu acho que no começo os alunos mais velhos são malvistos pelos mais jovens por conta do histórico de Imaturidade X Maturidade. Com o tempo e a peneira que separa o primeiro do último ano, as coisas tendem a mudar. Na nossa sala, por exemplo, depois de alguns semestres o Apólo começou a considerar os nossos comentários e notou que o nosso olhar tecnológico e moderno poderia ser vantajoso para ele. Em contrapartida, nós também passamos a vê-lo com respeito e guru para alguns conselhos”, relembra Denise.
O que fica são as trocas de experiências de duas gerações que aprendem juntas na sala de aula. “O que mais acrescentou foram as experiências e histórias que ele viveu em um tempo de ‘sonho do jornalismo romântico’ que nós não chegamos a conhecer”, comenta a jornalista.
Fonte: Portal IG - Milena Prado Neves
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Justiça dispensa farmácias de todo o País de novas normas
As drogarias e farmácias brasileiras ligadas à Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) não estão mais obrigadas a cumprir duas regras instituídas pela Resolução 44 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que entrou em vigor na quinta-feira. A informação foi divulgada na noite desta sexta-feira pela Abrafarma, por meio de nota à imprensa.
Uma das determinações da resolução é a proibição de deixar os medicamentos isentos de serem vendidos com receita médica ao alcance do consumidor, ou seja, do lado de fora do balcão.
Segundo a nota, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, e relator da matéria, Daniel Paes Ribeiro, negou a decisão do agravo movida pela Anvisa contra a Abrafarma. A decisão, que havia sido divulgada ontem e que estava restrita apenas a Brasília, agora passa a ter abrangência nacional.
Com isso, as farmácias e drogarias ligadas à Abrafarma podem voltar a comercializar produtos de conveniência e manter ao alcance do consumidor os medicamentos isentos de prescrição médica.
Paes Ribeiro entendeu que o fato da Anvisa ter movido a ação no Distrito Federal se explica pelo fato de ser a unidade da federação onde está sua sede, mas que, pelo fato da Anvisa ser um órgão regulador da atividade desenvolvida pelas farmácias e todo o País, não seria razoável que suas normas valessem só para alguns estabelecimentos.
Operação Fênix
Hoje, uma operação de fiscalização desencadeada pela Anvisa, com apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil de São Paulo e do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo - que recebeu o nome de Fênix - interditou dez farmácias em Belo Horizonte e outras sete em São Paulo e Guarulhos (SP), por venda irregular de medicamentos.
Entre as muitas irregularidades encontradas na operação estavam a venda de medicamentos falsificados, venda fracionada de remédios irregular, venda de medicamentos sem registro, ausência de farmacêuticos e venda de medicamentos como o Cytotec, que é um abortivo proibido no país. Oito pessoas foram presas durante a operação.
Fonte: site Portal Terra
Uma das determinações da resolução é a proibição de deixar os medicamentos isentos de serem vendidos com receita médica ao alcance do consumidor, ou seja, do lado de fora do balcão.
Segundo a nota, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, de Brasília, e relator da matéria, Daniel Paes Ribeiro, negou a decisão do agravo movida pela Anvisa contra a Abrafarma. A decisão, que havia sido divulgada ontem e que estava restrita apenas a Brasília, agora passa a ter abrangência nacional.
Com isso, as farmácias e drogarias ligadas à Abrafarma podem voltar a comercializar produtos de conveniência e manter ao alcance do consumidor os medicamentos isentos de prescrição médica.
Paes Ribeiro entendeu que o fato da Anvisa ter movido a ação no Distrito Federal se explica pelo fato de ser a unidade da federação onde está sua sede, mas que, pelo fato da Anvisa ser um órgão regulador da atividade desenvolvida pelas farmácias e todo o País, não seria razoável que suas normas valessem só para alguns estabelecimentos.
Operação Fênix
Hoje, uma operação de fiscalização desencadeada pela Anvisa, com apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil de São Paulo e do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo - que recebeu o nome de Fênix - interditou dez farmácias em Belo Horizonte e outras sete em São Paulo e Guarulhos (SP), por venda irregular de medicamentos.
Entre as muitas irregularidades encontradas na operação estavam a venda de medicamentos falsificados, venda fracionada de remédios irregular, venda de medicamentos sem registro, ausência de farmacêuticos e venda de medicamentos como o Cytotec, que é um abortivo proibido no país. Oito pessoas foram presas durante a operação.
Fonte: site Portal Terra
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
AS GRANDES CRESCEM MAIS...
Grandes empresas ganham mais espaço com o aumento do rigor fiscal do governo
Fonte: DCI
Wilian Miron
Grandes redes ampliam fatia entre drogarias
Pela primeira vez o setor de drogarias sente um aumento da distância de crescimento que há entre as grandes redes e as unidades menores
Com crescimento de 25% no ano passado, as grandes redes do varejo farmacêutico comemoram o distanciamento de 15% sobre as empresas de médio e pequeno porte que atuam no segmento, que no mesmo período cresceram 10%. O avanço das gigantes sobre a concorrência pode ser atribuído também à nova política fiscal do governo, intensificado no último ano. "Sete mil empresas têm 50% do mercado e apresentam crescimento superior às outras 53 mil, de quem estão tomando o lugar", afirma Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que representa as 28 maiores empresas do setor. Para Barreto, o aumento da distância entre as grandes e as menores do setor de drogarias acontece por três fatores: maior poder de barganha dos grandes varejistas, sortimento maior de produtos e substituição tributária, que faz o varejista comprar as mercadorias já com o valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) descontado. Para Júlio Mottin Neto, vice-superintendente da rede Panvel, considerada a maior de drogarias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o aumento da atuação do fisco ajudou as empresas do setor que já tinham como prática o recolhimento dos impostos, pois tira de micro e pequenos empresários a competitividade de preço. "A competição se concentra em serviços: quem oferecer o melhor serviço vai ficar com o consumidor. Já conseguimos perceber no dia a dia", afirma o executivo.
Mottin conta que pretende abrir 25 novos pontos-de-venda ao longo deste ano,e acredita que a empresa vai crescer 17% com a maturação das vendas nas lojas abertas nos últimos dois anos. "Ano passado já vimos isso,e neste ano acho que vamos crescer no mesmo ritmo", comentou ele. Ronaldo de Carvalho, presidente do conselho de administração da Drogaria São Paulo, rede com 250 lojas --cuja 90% das operações estão no Estado de São Paulo--,vê como positivo o aperto do governo nas empresas que estavam na informalidade, mas credita o crescimento das redes à profissionalização delas nos últimos anos. "Essas empresas estão trabalhando muito melhor.
Ganhamos também em eficiência." Segundo disse o executivo ao
DCI, está nos planos da companhia abrir 25 lojas em 2010 para fortalecer a operação da Drogaria São Paulo nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. "É onde está o nosso negócio", comentou.
Outro que vê o mercado de farmácias melhor para as grandes redes neste ano é Nelson de Paula, executivo do Drogão que acredita haver benefício também para o consumidor no cumprimento "unânime" da legislação. "A coisa anda mais tranquila", diz. "A questão é quem trabalha direito e quem não trabalha, mas acho que [a fiscalização] favorece." Para a professora Paula Spinelli, do Programa de Administração do Varejo (Provar), o crescimento das redes sobre as farmácias convencionais é fruto da profissionalização do setor, que encontrou no modelo de loja com mix variado --venda de itens de higiene e alimentícios-- uma forma rentável para o modelo de negócios. "Elas sabem entender o cliente."
Paula acredita, porém, que a solução para as redes menores é o sistema de cooperativa, para conseguir comprarem escala e assim disputar mercado com as drogarias maiores. "Elas precisam seguir o mesmo caminho de profissionalização para sobreviver." Na gigante do nordeste Pague Menos, a idéia é transformar os pontos-de-venda em lojas semelhantes às de conveniência para atrair o cliente, conta Deusmar Queirós, presidente da empresa. "Não quero viver da doença dos outros. Acho que as farmácias precisam vender saúde", diz. "Nós torcemos para o cliente não precisar de remédio."
Norma
Amparadas por decisões judiciais provisórias, as drogarias vão continuar com a venda de itens alimentícios e manter ao alcance das mãos dos clientes os remédios que não precisam de receita médica para ser comprados até a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os instrumentos obtidos pelas representantes do segmento impedem que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) multe os estabelecimentos que não cumprirem as Instruções Normativas n. 9 e n. 10 e a Resolução da Diretoria Colegiada RDC n. 44 da Anvisa—medida sem vigor há seis meses cujo prazo de ajustamento finda em 18 de fevereiro. Com a liminar, as redes não precisarão abrir mão das vendas de produtos alimentícios, que completam o caixa e correspondem a 50% do faturamento.
O modelo de farmácia que oferece produtos de conveniência, higiene e alimentos é consagrado em países da Europa e dos Estados Unidos.
Para o presidente da Abrafarma, mesmo que aRDC44 e as Instruções Normativas fossem consideradas legais, existem no Brasil 18 leis que autorizam a venda de itens de conveniência e assemelhados.
"Eles não têm competência para baixar tais determinações. A Anvisa é uma autarquia federal, não tem poder de legislar", ressaltou.
Segundo Nelson de Paula, executivo do Drogão, a rede está preparada para as duas hipóteses --a norma da Anvisa cair, ou não cair--, mas acredita que a questão não terá sucesso porque a disputa das drogarias com a autarquia é respaldada por setores da sociedade.
"Quando o mundo inteiro está contra é porque a coisa está errada."De Paula acrescenta: "Fizemos pesquisas [instituições do setor] e vimos que a população não quer essa norma". Deusmar Queirós acredita que não há problema em vender sorvetes e refrigerantes na farmácia e ficou indignado quando perguntado sobre colocar todos os itens atrás do balcão. "Há30 anos esses produtos ficam expostos.
Por que agora querem guardar?", questiona. "Há coisas que são incompreensíveis", completa. A Anvisa informou que vai cumprir a determinação da justiça e não vai multar as empresas que têm liminar favorável. As regras, porém, valerão para as drogarias que não tiverem amparo legal. A autarquia não vê possibilidade de revogar as normas e disse que vai aguardar a decisão do STF sobre o caso. Sérgio Mena Barreto.
Fonte: DCI
Wilian Miron
Grandes redes ampliam fatia entre drogarias
Pela primeira vez o setor de drogarias sente um aumento da distância de crescimento que há entre as grandes redes e as unidades menores
Com crescimento de 25% no ano passado, as grandes redes do varejo farmacêutico comemoram o distanciamento de 15% sobre as empresas de médio e pequeno porte que atuam no segmento, que no mesmo período cresceram 10%. O avanço das gigantes sobre a concorrência pode ser atribuído também à nova política fiscal do governo, intensificado no último ano. "Sete mil empresas têm 50% do mercado e apresentam crescimento superior às outras 53 mil, de quem estão tomando o lugar", afirma Sérgio Mena Barreto, presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que representa as 28 maiores empresas do setor. Para Barreto, o aumento da distância entre as grandes e as menores do setor de drogarias acontece por três fatores: maior poder de barganha dos grandes varejistas, sortimento maior de produtos e substituição tributária, que faz o varejista comprar as mercadorias já com o valor do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) descontado. Para Júlio Mottin Neto, vice-superintendente da rede Panvel, considerada a maior de drogarias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o aumento da atuação do fisco ajudou as empresas do setor que já tinham como prática o recolhimento dos impostos, pois tira de micro e pequenos empresários a competitividade de preço. "A competição se concentra em serviços: quem oferecer o melhor serviço vai ficar com o consumidor. Já conseguimos perceber no dia a dia", afirma o executivo.
Mottin conta que pretende abrir 25 novos pontos-de-venda ao longo deste ano,e acredita que a empresa vai crescer 17% com a maturação das vendas nas lojas abertas nos últimos dois anos. "Ano passado já vimos isso,e neste ano acho que vamos crescer no mesmo ritmo", comentou ele. Ronaldo de Carvalho, presidente do conselho de administração da Drogaria São Paulo, rede com 250 lojas --cuja 90% das operações estão no Estado de São Paulo--,vê como positivo o aperto do governo nas empresas que estavam na informalidade, mas credita o crescimento das redes à profissionalização delas nos últimos anos. "Essas empresas estão trabalhando muito melhor.
Ganhamos também em eficiência." Segundo disse o executivo ao
DCI, está nos planos da companhia abrir 25 lojas em 2010 para fortalecer a operação da Drogaria São Paulo nos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. "É onde está o nosso negócio", comentou.
Outro que vê o mercado de farmácias melhor para as grandes redes neste ano é Nelson de Paula, executivo do Drogão que acredita haver benefício também para o consumidor no cumprimento "unânime" da legislação. "A coisa anda mais tranquila", diz. "A questão é quem trabalha direito e quem não trabalha, mas acho que [a fiscalização] favorece." Para a professora Paula Spinelli, do Programa de Administração do Varejo (Provar), o crescimento das redes sobre as farmácias convencionais é fruto da profissionalização do setor, que encontrou no modelo de loja com mix variado --venda de itens de higiene e alimentícios-- uma forma rentável para o modelo de negócios. "Elas sabem entender o cliente."
Paula acredita, porém, que a solução para as redes menores é o sistema de cooperativa, para conseguir comprarem escala e assim disputar mercado com as drogarias maiores. "Elas precisam seguir o mesmo caminho de profissionalização para sobreviver." Na gigante do nordeste Pague Menos, a idéia é transformar os pontos-de-venda em lojas semelhantes às de conveniência para atrair o cliente, conta Deusmar Queirós, presidente da empresa. "Não quero viver da doença dos outros. Acho que as farmácias precisam vender saúde", diz. "Nós torcemos para o cliente não precisar de remédio."
Norma
Amparadas por decisões judiciais provisórias, as drogarias vão continuar com a venda de itens alimentícios e manter ao alcance das mãos dos clientes os remédios que não precisam de receita médica para ser comprados até a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Os instrumentos obtidos pelas representantes do segmento impedem que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) multe os estabelecimentos que não cumprirem as Instruções Normativas n. 9 e n. 10 e a Resolução da Diretoria Colegiada RDC n. 44 da Anvisa—medida sem vigor há seis meses cujo prazo de ajustamento finda em 18 de fevereiro. Com a liminar, as redes não precisarão abrir mão das vendas de produtos alimentícios, que completam o caixa e correspondem a 50% do faturamento.
O modelo de farmácia que oferece produtos de conveniência, higiene e alimentos é consagrado em países da Europa e dos Estados Unidos.
Para o presidente da Abrafarma, mesmo que aRDC44 e as Instruções Normativas fossem consideradas legais, existem no Brasil 18 leis que autorizam a venda de itens de conveniência e assemelhados.
"Eles não têm competência para baixar tais determinações. A Anvisa é uma autarquia federal, não tem poder de legislar", ressaltou.
Segundo Nelson de Paula, executivo do Drogão, a rede está preparada para as duas hipóteses --a norma da Anvisa cair, ou não cair--, mas acredita que a questão não terá sucesso porque a disputa das drogarias com a autarquia é respaldada por setores da sociedade.
"Quando o mundo inteiro está contra é porque a coisa está errada."De Paula acrescenta: "Fizemos pesquisas [instituições do setor] e vimos que a população não quer essa norma". Deusmar Queirós acredita que não há problema em vender sorvetes e refrigerantes na farmácia e ficou indignado quando perguntado sobre colocar todos os itens atrás do balcão. "Há30 anos esses produtos ficam expostos.
Por que agora querem guardar?", questiona. "Há coisas que são incompreensíveis", completa. A Anvisa informou que vai cumprir a determinação da justiça e não vai multar as empresas que têm liminar favorável. As regras, porém, valerão para as drogarias que não tiverem amparo legal. A autarquia não vê possibilidade de revogar as normas e disse que vai aguardar a decisão do STF sobre o caso. Sérgio Mena Barreto.
Novas regras para farmácias entram em vigor hoje!
Novas regras para farmácia entram em vigor nesta quinta-feira
18/02 - 03:52 - iG São Paulo com Agência Brasil
Começam a vigorar nesta quinta-feira as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a venda de produtos em farmácias. Fica proibida a venda de produtos de conveniência e restringidas a exposição de medicamentos nas prateleiras. Os estabelecimentos que descumprirem a norma podem pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
As novas regras integram a RDC 44, resolução de 17 de agosto de 2009 da Anvisa, que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas. Segundo o texto da resolução, as medidas são necessárias para assegurar a qualidade e segurança dos produtos oferecidos e dos serviços prestados em farmácias e drogarias, além de contribuir para o uso racional desses produtos e para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Uma das determinações da resolução é que só podem ser expostos nas prateleiras produtos de perfumaria e fitoterápicos. Para a compra de remédios como analgésicos ou antiácidos, o cliente terá que pedir ao farmacêutico, pois esses medicamentos devem ficar atrás do balcão de atendimento. Para quem descumprir as regras, a Anvisa prevê multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. Além das multas, o estabelecimento pode ser penalizado com a apreensão de mercadoria e até cancelamento do alvará de funcionamento.
De acordo como presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, a medida será ruim para as farmácias. Segundo ele, no Brasil existem 15 mil farmácias onde também funcionam serviços bancários. “São inúmeros municípios no Brasil que não têm nenhum banco público. O maior prejudicado é o cidadão, pois se as farmácias não têm mais receita, elas vão cortar custos ou aumentar os preços, além da diminuição da oferta de empregos”.
Barreto assegura que todas as farmácias brasileiras já têm uma medida judicial e não precisam cumprir essa resolução. Além da Abrafarma, que já havia obtido uma decisão judicial em outubro do ano passado, as entidades que cobrem as outras farmácias, (ABC Farma e a Febrafarm) também já obtiveram decisões judiciais.
“Não há base legal para que a Anvisa proíba farmácias de vender produtos de conveniência nos estabelecimentos. Isso tinha que estar numa lei e não está. A Anvisa foi além da sua capacidade legal, e portanto, essa decisão não é válida e aí nós temos várias medidas judiciais a respeito”, disse.
De acordo com a Anvisa a resolução está vigente e deverá ser cumprida por todos os estabelecimentos do país. A agência afirma que nenhuma liminar foi concedida para desobrigar o cumprimento integral da norma. As liminares concedidas são temporárias e limitadas, pois aplicam-se somente às Instruções Normativas IN nº 9 e 10, que tratam da venda de produtos alheios à saúde e da exposição dos medicamentos isentos de prescrição, afirma a agência. Que diz também que as decisões valem apenas para os estabelecimentos que estavam filiados às entidades amparadas por liminar no momento do ajuizamento da ação.
A fiscalização será realizada pela vigilância sanitária estadual ou municipal já a partir desta quinta-feira.
18/02 - 03:52 - iG São Paulo com Agência Brasil
Começam a vigorar nesta quinta-feira as novas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a venda de produtos em farmácias. Fica proibida a venda de produtos de conveniência e restringidas a exposição de medicamentos nas prateleiras. Os estabelecimentos que descumprirem a norma podem pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
As novas regras integram a RDC 44, resolução de 17 de agosto de 2009 da Anvisa, que dispõe sobre as Boas Práticas Farmacêuticas. Segundo o texto da resolução, as medidas são necessárias para assegurar a qualidade e segurança dos produtos oferecidos e dos serviços prestados em farmácias e drogarias, além de contribuir para o uso racional desses produtos e para a melhoria da qualidade de vida dos usuários.
Uma das determinações da resolução é que só podem ser expostos nas prateleiras produtos de perfumaria e fitoterápicos. Para a compra de remédios como analgésicos ou antiácidos, o cliente terá que pedir ao farmacêutico, pois esses medicamentos devem ficar atrás do balcão de atendimento. Para quem descumprir as regras, a Anvisa prevê multas que variam de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão. Além das multas, o estabelecimento pode ser penalizado com a apreensão de mercadoria e até cancelamento do alvará de funcionamento.
De acordo como presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, a medida será ruim para as farmácias. Segundo ele, no Brasil existem 15 mil farmácias onde também funcionam serviços bancários. “São inúmeros municípios no Brasil que não têm nenhum banco público. O maior prejudicado é o cidadão, pois se as farmácias não têm mais receita, elas vão cortar custos ou aumentar os preços, além da diminuição da oferta de empregos”.
Barreto assegura que todas as farmácias brasileiras já têm uma medida judicial e não precisam cumprir essa resolução. Além da Abrafarma, que já havia obtido uma decisão judicial em outubro do ano passado, as entidades que cobrem as outras farmácias, (ABC Farma e a Febrafarm) também já obtiveram decisões judiciais.
“Não há base legal para que a Anvisa proíba farmácias de vender produtos de conveniência nos estabelecimentos. Isso tinha que estar numa lei e não está. A Anvisa foi além da sua capacidade legal, e portanto, essa decisão não é válida e aí nós temos várias medidas judiciais a respeito”, disse.
De acordo com a Anvisa a resolução está vigente e deverá ser cumprida por todos os estabelecimentos do país. A agência afirma que nenhuma liminar foi concedida para desobrigar o cumprimento integral da norma. As liminares concedidas são temporárias e limitadas, pois aplicam-se somente às Instruções Normativas IN nº 9 e 10, que tratam da venda de produtos alheios à saúde e da exposição dos medicamentos isentos de prescrição, afirma a agência. Que diz também que as decisões valem apenas para os estabelecimentos que estavam filiados às entidades amparadas por liminar no momento do ajuizamento da ação.
A fiscalização será realizada pela vigilância sanitária estadual ou municipal já a partir desta quinta-feira.
COMO REMUNERAR A EQUIPE
Dentre os vários tipos de remuneração aplicados no mercado, o composto é o preferido por especialistas. A chave é o equilíbrio
POR ADRIANA BRUNO ILUSTRAÇÃO SÉRGIO AFONSO
Encontrar o conceito de remuneração mais adequado ao canal é um grande desafio para o varejo farmacêutico. Não existe fórmula mágica. É preciso se informar, procurar ajuda de especialistas, entender o que é e como funciona a remuneração e mostrar aos funcionários que, quando a empresa ganha, eles ganham também. Há tempos que a equipe de vendas do canal farmacêutico deixou de ser composta por meros atendentes. Esses colaboradores devem ser vistos como estrategistas capazes de fidelizar o cliente, o que depende da forma como irão tratá-lo, do interesse em satisfazê-lo e do comprometimento com o trabalho. Mas qual a fórmula para ter um funcionário assim, satisfeito e empenhado em crescer e fazer a empresa crescer? Remuneração justa e equilibrada é o princípio dessa resposta.
“O FUNCIONÁRIO DE HOJE NÃO QUER APENAS RECEBER SEU SALÁRIO. VIVEMOS EM UMA ERA QUE PRECISAMOS DE PESSOAS COMPROMETIDAS, PROFISSIONAIS QUE PENSAM, GENTE QUE FAZ A DIFERENÇA NA FRENTE DO CLIENTE, QUE CRIA, INOVA, QUE ATENDE MELHOR”
Marcelo Cristian, consultor da Desenvolva Consultoria
Defendida por especialistas do varejo farmacêutico, a remuneração composta, que contempla o ganho fixo e o variável, baseado no cumprimento de metas, é apontada como a solução mais viável, porém ainda não é a mais utilizada. De acordo com dados da Pesquisa de Emprego do Comércio, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) – que traçou o perfil do emprego no varejo no município de São Paulo –, o salário fixo continua sendo a principal forma de remuneração no comércio varejista, com 66% do total pesquisado. Os comissionados representam 12%, e 22% recebem a remuneração mista, composta por fixo e comissão.
Para o consultor da Desenvolva Consultoria, Marcelo Cristian, a primeira mudança deve acontecer no comportamento do empresário do varejo farmacêutico. “O que todo empresário precisa entender é que o funcionário de hoje não quer apenas receber seu salário. Vivemos em uma era que precisamos de pessoas comprometidas, profissionais que pensam, gente que faz a diferença na frente do cliente, que cria, inova, que atende melhor. E isso dinheiro não compra”, afirma.
Comissão limita a lucratividade
O modelo de remuneração mais usado, hoje, na maioria do varejo farmacêutico, é aquele que contempla o salário fixo mais a comissão sobre algumas categorias dentro da farmácia. O erro deste sistema é que o estímulo de vendas fica limitado aos produtos comissionados. Isso deixa de lado a necessidade global do ponto-de-venda e compromete a lucratividade. “Atualmente, a maioria das lojas associadas da Farma & Cia pratica o sistema de remuneração variável. Acreditamos que este modelo incentiva a equipe de vendas a práticas que os lojistas não conseguem controlar, como o desinteresse por produtos não comissionados. Estamos desenvolvendo estudos para padronizar o sistema de remuneração que iremos praticar no futuro junto aos associados”, comenta o presidente da Farma & Cia, Marco Antonio Guerra. Para o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia, o melhor é não pagar comissão. “A maioria das farmácias paga comissão nos produtos similares e genéricos, mas essas duas categorias, juntas, representam aproximadamente 35% das vendas de uma farmácia e não podemos renegar os 65% do nosso negócio”, ressalta. Para ele, favorável à introdução de sistemas de premiação de acordo com a produtividade do funcionário em todas as atividades dentro do estabelecimento, a solução está na mudança: “Não existe mudança fácil, tudo que tira as pessoas da zona de conforto tende a ser traumático”, diz.
REMUNERAÇÕES PRATICADAS NO VAREJO FARMACÊUTICO
O consultor da Universidade Martins do Varejo (UMV), Daniel de Freitas Santiago, aponta as formas de remuneração encontradas em todo o Brasil e destaca que uma política limpa e transparente traz grandes benefícios à empresa. “O ideal é que se formate uma política ética, dentro da realidade de cada empresa, e se busque sempre a forma do ganha-ganha entre empresa e empregador”, diz.
Para a área de vendas
• Salário fixo + comissão.
• Salário fixo + prêmios por meta realizada.
• Salário fixo + percentual de comissão por segmento (HPC, genéricos...).
• Salário fixo.
Para a área administrativa
• Salário fixo.
• Salário fixo + prêmios por cumprimento de metas (que podem ser desde a redução de despesas até um conjunto de ações que levem a empresa a ter menor custo e aumento de receita).
Outro ponto desfavorável em relação ao pagamento de comissão sobre determinadas categorias de produtos é o aumento do percentual da folha de pagamento no faturamento. “Como não há padronização dos salários, uma vez que estes variam de acordo com as vendas dos produtos comissionados, a folha de pagamento pode atingir de 5% a 10% do faturamento, na maioria das lojas”, diz Guerra. Ainda segundo ele, este percentual é bastante elevado, se comparado ao das redes particulares, que geralmente gira em torno de 3%.
“É PRECISO DEIXAR CLARO AO FUNCIONÁRIO QUE O PAGAMENTO DE PRÊMIOS E DE BENEFÍCIOS COMO CESTA BÁSICA, POR EXEMPLO, COMPÕE A REMUNERAÇÃO TOTAL”
Eduardo Terra, professor do Programa de Administração de Varejo (Provar) “NÃO EXISTE MUDANÇA FÁCIL, TUDO QUE TIRA AS PESSOAS DA ZONA DE CONFORTO TENDE A SER TRAUMÁTICO”
Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar)
Cumprimento de metas estimula a equipe
Se existe um consenso entre especialistas do setor e empresários que já atentaram para a necessidade de mudança, é o de que a remuneração variável precisa ser repensada. “O variável deve ser composto pelo estabelecimento de metas dentro da farmácia, que, de início, podem ser duas: a individual e a da loja como um todo. Nesse modelo, o funcionário tem uma meta individual e recebe pelo cumprimento da mesma. Esse mesmo funcionário ainda recebe pelo cumprimento da meta global da farmácia”, diz Cristian. Segundo o consultor, a vantagem é que, nesse sistema, o funcionário não se preocupa apenas com a venda de algumas linhas, mas com a venda de todo o mix de produtos dentro da loja, como genéricos, similares, produtos de higiene pessoal, cosméticos, entre outros. “Ele também sabe que, se oferecer muito desconto, diminuirá a chance de bater a meta. Nesse caso há um esforço maior para contornar objeções e atender melhor o cliente. Quanto à meta da loja, a preocupação é global, já que ele passa a se interessar por todos os setores da farmácia. O funcionário passa a se importar com a equipe, pois a meta só é cumprida se todos fizerem sua parte”, completa. Nesse mesmo modelo, segundo Cristian, os funcionários fixos (caixas, estoquistas) e os outros que não fazem a venda diretamente também podem ganhar com a meta global da farmácia.
Na opinião do professor Eduardo Terra, do Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), a criação de metas a serem cumpridas estimula a equipe. “Quando atingem a meta, os funcionários se sentem recompensados por terem atendido aos objetivos da empresa”, afirma. Na Farma & Cia, algumas lojas aderiram ao sistema de remuneração composto por uma parte fixa e outra variável, baseada em metas predefinidas para as diversas categorias dentro do mix de produtos das lojas. “Particularmente, sou favorável a esse tipo de remuneração. Através dele, podemos controlar o percentual de representatividade da folha de pagamento no faturamento, além de ajudar a melhorar o atendimento aos clientes, uma vez que os atendentes têm metas a cumprir em todas as categorias”, avalia Guerra.
ELEMENTOS QUE FAZEM PARTE DE UM CONCEITO DE REMUNERAÇÃO ATRAENTE
• Interligar o desempenho dos funcionários com a remuneração.
• Trabalhar por metas (cotas) que contemplem as características de cada grupo de produtos dentro da farmácia.
• Esclarecer a relação ganha-ganha, isto é, o funcionário ganha na medida que a farmácia ganha.
• Incrementar a política de remuneração com outros itens além do dinheiro, como treinamentos, planos de saúde, carreira, motivação, status, crescimento dentro da empresa...
• Definir a remuneração de acordo com a cultura da empresa, fazendo com que todos entendam o motivo de eventual mudança.
• Facilitar a compreensão do processo por todos para que o funcionário tenha idéia de quanto irá receber no final do mês.
Mudança que deu certo
Com um total 47 funcionários e três lojas, a FarTriunfo, que atua no interior paulista, é um exemplo a ser destacado. Até 2003, o modelo de remuneração era direcionado para a venda de alguns grupos de produtos, principalmente os similares. “Sempre fui um grande questionador do modelo de remuneração variável e, por isso, pesquisei e implantei em 2003 a remuneração variável pela rentabilidade e não pela venda”, conta Luiz Antonio de Lima, proprietário da FarTriunfo.
Segundo o empresário, a maior dificuldade foi convencer os funcionários de que todos ganhariam com o novo modelo, já que todas as vendas seriam remuneradas, independentemente dos grupos. “O principal ponto é que você transforma seu funcionário em seu parceiro; pois, quando a rentabilidade diminui, a remuneração cai proporcionalmente. Quando o sistema era pela venda, a proporção não existia”, afirma.
“PARTICULARMENTE, SOU FAVORÁVEL A ESSE TIPO DE REMUNERAÇÃO [COMPOSTO]. ATRAVÉS DELE, PODEMOS CONTROLAR O PERCENTUAL DE REPRESENTATIVIDADE DA FOLHA DE PAGAMENTO NO FATURAMENTO, ALÉM DE AJUDAR A MELHORAR O ATENDIMENTO AOS CLIENTES, UMA VEZ QUE OS ATENDENTES TÊM METAS A CUMPRIR EM TODAS AS CATEGORIAS ”
Marco Antonio Guerra, presidente da Farma & Cia “QUANDO A REMUNERAÇÃO VARIÁVEL DEIXA DE TER O FOCO EM UM GRUPO E PASSA A FOCAR A TOTALIDADE, VOCÊ TEM A EQUIPE MAIS AFINADA. A POLÍTICA DE VENDAS E PROMOÇÃO É DA EMPRESA E NÃO DE ALGUNS GRUPOS, O QUE É MELHOR PARA O EMPRESÁRIO E PARA O FUNCIONÁRIO”
Luiz Antonio de Lima, proprietário da FarTriunfo”
O conceito desenvolvido por Lima prioriza a rentabilidade das lojas e não a individual. Ele conta que o novo sistema garante a distribuição para todos os funcionários: entregadores, caixas, balconistas, perfumistas e líderes. Este último tem uma participação maior dentro do índice de divisão da rentabilidade. “Com isso há um maior comprometimento de toda a equipe, pois todos estão interessados na qualidade da venda e não em vender por vender. Sendo assim, ocorre um efeito esperado: a venda de produtos de marcas rentáveis”, comenta. Mudar a expressão comissão para rentabilidade, criar um plano de carreira dentro da empresa e tornar a remuneração variável um dos itens que a compõem são algumas das atitudes que o empresário acredita que estimulam a participação de todos no processo. “Quando a remuneração variável deixa de ter o foco em um grupo e passa a focar a totalidade, você tem a equipe mais afinada. A política de vendas e promoção é da empresa e não de alguns grupos, o que é melhor para o empresário e para o funcionário”, explica.
O QUE É SALÁRIO E O QUE É REMUNERAÇÃO?
Salário é o que se paga ao funcionário diretamente, em dinheiro, pelo trabalho realizado. Ele pode ser fixo ou variável. No entanto, existem outros itens que podem compor o pagamento. Esse conjunto de formas de pagamento é chamado de remuneração e contempla outros valores, como tíquete-alimentação, vale-transporte, participação nos lucros, assistência médica e odontológica e bolsa de estudos. “Muitas vezes as pessoas não percebem a composição da remuneração. É preciso deixar claro ao funcionário que o pagamento de prêmios e de benefícios como cesta básica, por exemplo, compõe a remuneração total. Na hora de pensar o modelo de remuneração, o empresário deve levar em conta a realidade dos indivíduos que trabalham para ele. Definir benefícios por níveis é uma alternativa”, indica Terra
Fonte: Guia da Farmácia
POR ADRIANA BRUNO ILUSTRAÇÃO SÉRGIO AFONSO
Encontrar o conceito de remuneração mais adequado ao canal é um grande desafio para o varejo farmacêutico. Não existe fórmula mágica. É preciso se informar, procurar ajuda de especialistas, entender o que é e como funciona a remuneração e mostrar aos funcionários que, quando a empresa ganha, eles ganham também. Há tempos que a equipe de vendas do canal farmacêutico deixou de ser composta por meros atendentes. Esses colaboradores devem ser vistos como estrategistas capazes de fidelizar o cliente, o que depende da forma como irão tratá-lo, do interesse em satisfazê-lo e do comprometimento com o trabalho. Mas qual a fórmula para ter um funcionário assim, satisfeito e empenhado em crescer e fazer a empresa crescer? Remuneração justa e equilibrada é o princípio dessa resposta.
“O FUNCIONÁRIO DE HOJE NÃO QUER APENAS RECEBER SEU SALÁRIO. VIVEMOS EM UMA ERA QUE PRECISAMOS DE PESSOAS COMPROMETIDAS, PROFISSIONAIS QUE PENSAM, GENTE QUE FAZ A DIFERENÇA NA FRENTE DO CLIENTE, QUE CRIA, INOVA, QUE ATENDE MELHOR”
Marcelo Cristian, consultor da Desenvolva Consultoria
Defendida por especialistas do varejo farmacêutico, a remuneração composta, que contempla o ganho fixo e o variável, baseado no cumprimento de metas, é apontada como a solução mais viável, porém ainda não é a mais utilizada. De acordo com dados da Pesquisa de Emprego do Comércio, da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) – que traçou o perfil do emprego no varejo no município de São Paulo –, o salário fixo continua sendo a principal forma de remuneração no comércio varejista, com 66% do total pesquisado. Os comissionados representam 12%, e 22% recebem a remuneração mista, composta por fixo e comissão.
Para o consultor da Desenvolva Consultoria, Marcelo Cristian, a primeira mudança deve acontecer no comportamento do empresário do varejo farmacêutico. “O que todo empresário precisa entender é que o funcionário de hoje não quer apenas receber seu salário. Vivemos em uma era que precisamos de pessoas comprometidas, profissionais que pensam, gente que faz a diferença na frente do cliente, que cria, inova, que atende melhor. E isso dinheiro não compra”, afirma.
Comissão limita a lucratividade
O modelo de remuneração mais usado, hoje, na maioria do varejo farmacêutico, é aquele que contempla o salário fixo mais a comissão sobre algumas categorias dentro da farmácia. O erro deste sistema é que o estímulo de vendas fica limitado aos produtos comissionados. Isso deixa de lado a necessidade global do ponto-de-venda e compromete a lucratividade. “Atualmente, a maioria das lojas associadas da Farma & Cia pratica o sistema de remuneração variável. Acreditamos que este modelo incentiva a equipe de vendas a práticas que os lojistas não conseguem controlar, como o desinteresse por produtos não comissionados. Estamos desenvolvendo estudos para padronizar o sistema de remuneração que iremos praticar no futuro junto aos associados”, comenta o presidente da Farma & Cia, Marco Antonio Guerra. Para o presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar), Edison Tamascia, o melhor é não pagar comissão. “A maioria das farmácias paga comissão nos produtos similares e genéricos, mas essas duas categorias, juntas, representam aproximadamente 35% das vendas de uma farmácia e não podemos renegar os 65% do nosso negócio”, ressalta. Para ele, favorável à introdução de sistemas de premiação de acordo com a produtividade do funcionário em todas as atividades dentro do estabelecimento, a solução está na mudança: “Não existe mudança fácil, tudo que tira as pessoas da zona de conforto tende a ser traumático”, diz.
REMUNERAÇÕES PRATICADAS NO VAREJO FARMACÊUTICO
O consultor da Universidade Martins do Varejo (UMV), Daniel de Freitas Santiago, aponta as formas de remuneração encontradas em todo o Brasil e destaca que uma política limpa e transparente traz grandes benefícios à empresa. “O ideal é que se formate uma política ética, dentro da realidade de cada empresa, e se busque sempre a forma do ganha-ganha entre empresa e empregador”, diz.
Para a área de vendas
• Salário fixo + comissão.
• Salário fixo + prêmios por meta realizada.
• Salário fixo + percentual de comissão por segmento (HPC, genéricos...).
• Salário fixo.
Para a área administrativa
• Salário fixo.
• Salário fixo + prêmios por cumprimento de metas (que podem ser desde a redução de despesas até um conjunto de ações que levem a empresa a ter menor custo e aumento de receita).
Outro ponto desfavorável em relação ao pagamento de comissão sobre determinadas categorias de produtos é o aumento do percentual da folha de pagamento no faturamento. “Como não há padronização dos salários, uma vez que estes variam de acordo com as vendas dos produtos comissionados, a folha de pagamento pode atingir de 5% a 10% do faturamento, na maioria das lojas”, diz Guerra. Ainda segundo ele, este percentual é bastante elevado, se comparado ao das redes particulares, que geralmente gira em torno de 3%.
“É PRECISO DEIXAR CLARO AO FUNCIONÁRIO QUE O PAGAMENTO DE PRÊMIOS E DE BENEFÍCIOS COMO CESTA BÁSICA, POR EXEMPLO, COMPÕE A REMUNERAÇÃO TOTAL”
Eduardo Terra, professor do Programa de Administração de Varejo (Provar) “NÃO EXISTE MUDANÇA FÁCIL, TUDO QUE TIRA AS PESSOAS DA ZONA DE CONFORTO TENDE A SER TRAUMÁTICO”
Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias (Febrafar)
Cumprimento de metas estimula a equipe
Se existe um consenso entre especialistas do setor e empresários que já atentaram para a necessidade de mudança, é o de que a remuneração variável precisa ser repensada. “O variável deve ser composto pelo estabelecimento de metas dentro da farmácia, que, de início, podem ser duas: a individual e a da loja como um todo. Nesse modelo, o funcionário tem uma meta individual e recebe pelo cumprimento da mesma. Esse mesmo funcionário ainda recebe pelo cumprimento da meta global da farmácia”, diz Cristian. Segundo o consultor, a vantagem é que, nesse sistema, o funcionário não se preocupa apenas com a venda de algumas linhas, mas com a venda de todo o mix de produtos dentro da loja, como genéricos, similares, produtos de higiene pessoal, cosméticos, entre outros. “Ele também sabe que, se oferecer muito desconto, diminuirá a chance de bater a meta. Nesse caso há um esforço maior para contornar objeções e atender melhor o cliente. Quanto à meta da loja, a preocupação é global, já que ele passa a se interessar por todos os setores da farmácia. O funcionário passa a se importar com a equipe, pois a meta só é cumprida se todos fizerem sua parte”, completa. Nesse mesmo modelo, segundo Cristian, os funcionários fixos (caixas, estoquistas) e os outros que não fazem a venda diretamente também podem ganhar com a meta global da farmácia.
Na opinião do professor Eduardo Terra, do Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), a criação de metas a serem cumpridas estimula a equipe. “Quando atingem a meta, os funcionários se sentem recompensados por terem atendido aos objetivos da empresa”, afirma. Na Farma & Cia, algumas lojas aderiram ao sistema de remuneração composto por uma parte fixa e outra variável, baseada em metas predefinidas para as diversas categorias dentro do mix de produtos das lojas. “Particularmente, sou favorável a esse tipo de remuneração. Através dele, podemos controlar o percentual de representatividade da folha de pagamento no faturamento, além de ajudar a melhorar o atendimento aos clientes, uma vez que os atendentes têm metas a cumprir em todas as categorias”, avalia Guerra.
ELEMENTOS QUE FAZEM PARTE DE UM CONCEITO DE REMUNERAÇÃO ATRAENTE
• Interligar o desempenho dos funcionários com a remuneração.
• Trabalhar por metas (cotas) que contemplem as características de cada grupo de produtos dentro da farmácia.
• Esclarecer a relação ganha-ganha, isto é, o funcionário ganha na medida que a farmácia ganha.
• Incrementar a política de remuneração com outros itens além do dinheiro, como treinamentos, planos de saúde, carreira, motivação, status, crescimento dentro da empresa...
• Definir a remuneração de acordo com a cultura da empresa, fazendo com que todos entendam o motivo de eventual mudança.
• Facilitar a compreensão do processo por todos para que o funcionário tenha idéia de quanto irá receber no final do mês.
Mudança que deu certo
Com um total 47 funcionários e três lojas, a FarTriunfo, que atua no interior paulista, é um exemplo a ser destacado. Até 2003, o modelo de remuneração era direcionado para a venda de alguns grupos de produtos, principalmente os similares. “Sempre fui um grande questionador do modelo de remuneração variável e, por isso, pesquisei e implantei em 2003 a remuneração variável pela rentabilidade e não pela venda”, conta Luiz Antonio de Lima, proprietário da FarTriunfo.
Segundo o empresário, a maior dificuldade foi convencer os funcionários de que todos ganhariam com o novo modelo, já que todas as vendas seriam remuneradas, independentemente dos grupos. “O principal ponto é que você transforma seu funcionário em seu parceiro; pois, quando a rentabilidade diminui, a remuneração cai proporcionalmente. Quando o sistema era pela venda, a proporção não existia”, afirma.
“PARTICULARMENTE, SOU FAVORÁVEL A ESSE TIPO DE REMUNERAÇÃO [COMPOSTO]. ATRAVÉS DELE, PODEMOS CONTROLAR O PERCENTUAL DE REPRESENTATIVIDADE DA FOLHA DE PAGAMENTO NO FATURAMENTO, ALÉM DE AJUDAR A MELHORAR O ATENDIMENTO AOS CLIENTES, UMA VEZ QUE OS ATENDENTES TÊM METAS A CUMPRIR EM TODAS AS CATEGORIAS ”
Marco Antonio Guerra, presidente da Farma & Cia “QUANDO A REMUNERAÇÃO VARIÁVEL DEIXA DE TER O FOCO EM UM GRUPO E PASSA A FOCAR A TOTALIDADE, VOCÊ TEM A EQUIPE MAIS AFINADA. A POLÍTICA DE VENDAS E PROMOÇÃO É DA EMPRESA E NÃO DE ALGUNS GRUPOS, O QUE É MELHOR PARA O EMPRESÁRIO E PARA O FUNCIONÁRIO”
Luiz Antonio de Lima, proprietário da FarTriunfo”
O conceito desenvolvido por Lima prioriza a rentabilidade das lojas e não a individual. Ele conta que o novo sistema garante a distribuição para todos os funcionários: entregadores, caixas, balconistas, perfumistas e líderes. Este último tem uma participação maior dentro do índice de divisão da rentabilidade. “Com isso há um maior comprometimento de toda a equipe, pois todos estão interessados na qualidade da venda e não em vender por vender. Sendo assim, ocorre um efeito esperado: a venda de produtos de marcas rentáveis”, comenta. Mudar a expressão comissão para rentabilidade, criar um plano de carreira dentro da empresa e tornar a remuneração variável um dos itens que a compõem são algumas das atitudes que o empresário acredita que estimulam a participação de todos no processo. “Quando a remuneração variável deixa de ter o foco em um grupo e passa a focar a totalidade, você tem a equipe mais afinada. A política de vendas e promoção é da empresa e não de alguns grupos, o que é melhor para o empresário e para o funcionário”, explica.
O QUE É SALÁRIO E O QUE É REMUNERAÇÃO?
Salário é o que se paga ao funcionário diretamente, em dinheiro, pelo trabalho realizado. Ele pode ser fixo ou variável. No entanto, existem outros itens que podem compor o pagamento. Esse conjunto de formas de pagamento é chamado de remuneração e contempla outros valores, como tíquete-alimentação, vale-transporte, participação nos lucros, assistência médica e odontológica e bolsa de estudos. “Muitas vezes as pessoas não percebem a composição da remuneração. É preciso deixar claro ao funcionário que o pagamento de prêmios e de benefícios como cesta básica, por exemplo, compõe a remuneração total. Na hora de pensar o modelo de remuneração, o empresário deve levar em conta a realidade dos indivíduos que trabalham para ele. Definir benefícios por níveis é uma alternativa”, indica Terra
Fonte: Guia da Farmácia
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