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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

COMO FAZER AMIGOS NA VIDA ADULTA?

Não são raras as pessoas que, por volta de seus 30 anos de idade, começam a se perguntar “onde foram parar os meus amigos?”. Com a correria do dia a dia e as mudanças normais de rotina que todos vivenciam ao longo da vida, fica cada vez mais complicado ter tempo – e disposição – para cultivar amizades. E, para piorar, os amigos que acabam ficando para trás não costumam ganhar nenhum “substituto”.
“De um modo geral, adultos não procuram fazer novas amizades.” É o que afirma a psicóloga Angelita Corrêa Scardua, mestre em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Psicologia Junguiana pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). “Isso acontece porque, de maneira geral, vamos acumulando ideias pré-concebidas do que é legal e do que é bom. É difícil uma pessoa se encaixar perfeitamente nestes requisitos já pré-estabelecidos”, explica. “Tendemos a julgar muito pela aparência e isso restringe muito o nosso grupo de amigos.
Fora a falta de tempo que vem com o acúmulo de diversas atividades e o cotidiano comprometido por trabalho e família, os interesses também mudam, e, com eles o perfil dos amigos. Estes fatores representam uma grande restrição em termos de oportunidades para incluir amigos novos em nossas vidas. “Procuramos pessoas com quem tenhamos afinidade, mesmo que momentânea. É um processo natural e todos passam por isso. O que acontece é que quando somos adultos nossa rotina é bastante engessada com emprego e família”, explica Angelita.Casadas x solteiras
Uma grande mudança no estilo de vida pode ameaçar algumas amizades. O casamento e o nascimento de filhos, por exemplo, podem alterar de maneira profunda rotinas e interesses. Será que a amizade entre mulheres casadas e solteiras é possível?
“Eu falo para algumas amigas solteiras que, quando elas chegam em casa, o dia delas está acabando. Para quem tem filhos, o dia está começando”, afirma a fisioterapeuta Patrícia Macedo Bento Santos, 38, mãe de um menino de seis e uma menina de três anos. É justamente aí que mora a dificuldade de cultivar algumas das relações mais antigas. O ritmo de vida torna-se muito diferente e é preciso empenho para que ambas abram espaço em suas rotinas para conservar a relação. “A vida social de quem tem filhos gira muito em torno da criança, o que não acontece com quem é solteiro. As duas precisam se comprometer com a amizade para que não se distanciem.”, diz Angelita.
Para a organizadora de casamento Thais Denker, 27, que é solteira, o casamento das amigas não representou um problema grave. “Muitas já têm filhos e festas infantis fazem parte da minha rotina. Sempre participo e, com isso, preservo pessoas importantes na minha vida”, afirma. Thais reclama, no entanto, que muitas amizades terminaram porque os que casaram tiveram filhos e foram incapazes de acumularem tantas funções.
A psicóloga e coach Rosângela Casseano lembra que muitas relações não são encerradas necessariamente por causa das crianças. “Às vezes acaba antes, durante o namoro mesmo. Muitas mulheres, por exemplo, começam a namorar e os homens não se tornam amigos. Isso pode contribuir para um afastamento”, afirma.
Onde estão os novos amigos?
Mas quem anda negligenciando essa parte da vida pode estar cometendo um erro. “Ter amigos é um dos melhores presentes que podemos nos dar”, afirma Rosângela.
O ambiente de trabalho costuma ser uma fonte óbvia de novos contatos sociais da vida adulta: os interesses e problemas, mesmo que sejam passageiros, são compartilhados pelos colegas de emprego, explica Angelita. "O vínculo vem de forma bastante facilitada."
Mas o trabalho não é a única saída. Além do emprego, os filhos acabam se tornando aliados cada vez mais importantes. Foi o caso de um grupo de mais de dez mulheres, do qual Patrícia faz parte, que se viram compartilhando as mesmas alegrias e angústias da maternidade. Elas se conheceram na escola dos filhos, e mantêm contato estreito há anos. “Nos encontrávamos nas festas da escola e nos aniversários das crianças, mas percebemos que tínhamos realmente afinidade e começamos a marcar jantares e almoços com mais frequência”, afirma Patrícia.
A amizade é tão presente que a estudante Aimara Crepaldi, que vive atualmente na Alemanha, fez questão de comemorar o aniversário da filha de seis anos aqui no Brasil, em julho deste ano, com as amigas do grupo da escola. “Sempre ouvi dizer que crianças unem os adultos. Nós somos um bom exemplo disso. Nossos filhos nos deram a oportunidade de fazer amigos especiais”, conta.
Outra integrante do grupo, a comerciante Edna de Souza Oliveira, 45, revela que o interesse em atividades em comum foi o principal ingrediente que as uniu. “Fazemos programas sociais de acordo com nosso momento de vida. Buscamos oportunidades das crianças se divertirem e nós também. Almoçamos, de vez em quando, apenas nós mulheres. Isso reforça muito nosso vínculo de amizade também.”
“É importante ressaltar que toda relação tem início, meio e fim. O término não pode ser fonte de sofrimento agudo. Precisamos aceitar isso para poder viver melhor. Além disso, amigo não precisa estar presente todos os dias. O sentimento de amizade é mais importante e compensa ausências que possam ocorrer”, afirma Rosângela.

Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/como+fazer+amigos+na+vida+adulta/n1597114007118.html

PULAR DE EMPRESA EM EMPRESA NÃO É BEM VISTO POR RECRUTADORES

Quem assistiu ao programa “CQC”, da Rede Bandeirantes, na segunda-feira, viu o apresentador José Luiz Datena como âncora, substituindo o titular Marcelo Tas. Datena, que mudou cinco vezes de emissora e acaba de voltar para a Band, fingia a todo o momento que se esquecia em qual emissora estava. "Ontem era Record, hoje é Band", dizia Rafinha Bastos, um dos apresentadores.
Na vida real, as constantes mudanças de empresa em um curto espaço de tempo, geralmente, não são bem vistas pelos recrutadores, avalia Monika Hamori, professora de administração e recursos humanos na IE Business School.
Falácias
Em um artigo publicado na revista Harvard Business Review, em 2010, a professora identificou quatro falácias na carreira, sendo que uma delas dizia, justamente, que “quem troca sempre de emprego, sobe”. Segundo Monika, a lealdade é uma coisa boa.
Em seu estudo sobre a rotatividade na carreira, a professora diz que os executivos que permaneciam na mesma companhia eram promovidos mais rapidamente do que aqueles que saíam em busca de outras oportunidades. “Uma provável razão para o desempenho melhor de candidatos internos é que a empresa sabe mais sobre eles. Promover alguém de dentro traz menos riscos do que contratar alguém de fora, por mais extenso que seja seu currículo ou mais detalhadas, as referências”, explica Monika.
A professora cita que um recrutador do setor financeiro comentou com ela que seu mercado gosta de pessoas que têm em seu currículo duas ou três empresas. Depois disso, eles olham o tempo que esse candidato ficou em cada companhia. É bem aceitável ter ficado dez anos em uma empresa, depois dois ou três anos na seguinte e ter novamente uma longa permanência de uns oito anos.
Um estudo da rede profissional ExecuNet, de 2009, concluiu que o executivo, hoje, fica em média 3,3 anos numa organização antes de buscar outros ares – em sua passagem pela Record, Datena ficou menos de dois meses.
Fidelidade consigo mesmo
Em sete anos de carreira, o executivo do setor de compras A. L., que preferiu não se identificar, mudou de emprego quatro vezes. Foi trainee em uma emissora de televisão, depois trabalhou em uma companhia de informática, em uma siderurgia e, atualmente, trabalha em uma empresa de cosméticos. “Eu busco o crescimento na minha carreira com responsabilidade, mas nunca deixei um ‘buraco’ por onde passei. Ou seja, antes de sair, eu alinhava os processos com meus superiores e preparava um sucessor”, conta.
Apesar de a rotatividade de empregos não ser muito bem vista, ela é compreendida como uma característica inerente, principalmente, à geração Y. “Eles são mais autônomos, mais independentes, vivem mais para si, a lealdade deles é com eles mesmos e não com a empresa”, classifica Aline Souki, professora de comportamento organizacional e gestão de pessoas em cursos de pós-graduação da Fundação Dom Cabral.
Retenção de talentos
E essa falta de “fidelidade corporativa” está fazendo com que muitas empresas adotem medidas para reter os profissionais considerados mais talentosos. Uma pesquisa da Câmara Americana de Comércio (Amcham) aponta que como parte da estratégia para reter talentos, mais de 40% das empresas adotam a flexibilidade de horários e 34,5% criam planos de carreira específicos para esses jovens.
Segundo Eduard Schein, autor do livro “Career Anchors Revisited: Implications for Career Development in the 21st Century” (Âncoras de Carreira Revisitadas: Implicações para o Desenvolvimento na Carreira no Século 21, em tradução livre do inglês), para reter esses talentos, as empresas precisam oferecer atrativos que os segurem.
Schein identificou oito “âncoras” de carreira. As principais, segundo o levantamento, são autonomia e independência; e segurança e estabilidade. Para o autor, a âncora predominante é aquela de que o profissional não abrirá mão mesmo em processos difíceis de tomada de decisão e pode ser identificada a partir de experiências reais.
Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a rotatividade de jovens de 15 a 18 anos no mercado, no período de 12 meses, aumentou 73,5% em dez anos: a taxa passou de 41,2%, em 1999, para 71,4%, em 2009. A conta equivale a dois em cada três brasileiros nessa faixa etária, com carteira de trabalho assinada, trocassem de emprego em um ano


EMS CRESCE 38% E AVANÇA ENTRE AS MAIORES DA AMÉRICA LATINA

Um levantamento realizado pela consultoria IMS Health constatou que a EMS avançou uma posição entra as empresas farmacêuticas da América Latina e passou a ocupar o sexto lugar no ranking. De acordo com a EMS, o ranking foi elaborado com base no desempenho das empresas em 2010. Nesse período, a empresa faturou R$ 3,37 bilhões e cresceu 38% em relação ao ano anterior, segundo a consultoria.

Para a companhia, a sexta posição no ranking é consequência de fatores como foco em inovação, pioneirismo em importantes lançamentos e investimentos na produção. E ressalta que a EMS investe anualmente 6% do seu faturamento nas atividades de pesquisa e desenvolvimento e, em 2010, R$ 20 milhões foram direcionados para a fábrica de Hortolândia, além de outros investimentos em força de vendas, treinamentos e no reforço da marca.

O lançamento das versões genéricas de grandes blockbusters, como a sildenafila e a atorvastatina, também foi determinante para impulsionar o desempenho, que continua em 2011. Dados da IMS Health de abril mostram a EMS com uma demanda de R$ 338,5 milhões, responsável por garantir um market share de 10,4%. Foram 21,4 milhões de unidades comercializadas no período.

Recentemente, a EMS anunciou a construção de novas fábricas, com conclusão prevista para 2012. Essa empreitada irá contribuir para sustentar o crescimento da empresa nos próximos anos. Confira, a seguir, o ranking da indústria farmacêutica na América Latina:


1) Sanofi-Aventis
2) Novartis
3) Pfizer
4) Bayer
5) Merck
6) EMS
7) Glaxosmithkline
8) Johnson & Johnson
9) Boehringer
10) Abbott

fonte:  Saúde Web e IMS Health – Midas, MAT Dez/ 2010

COMO ALIMENTAR SEU NETWORKING COM SUCESSO


Ninguém mais duvida de que o networking é uma ferramenta importante na carreira. Como administrá-la, cultivá-la e usufruí-la, contudo, ainda é um desafio para grande parte dos profissionais.
Com o objetivo de tornar essa rede mais útil, especialmente para os líderes, os professores Mark Hunter e Herminia Ibarra, do Insead – The Business School for the World, na França, identificaram três formas distintas de fazer contatos: operacional, pessoal e estratégica.
Os contatos operacionais são os colegas de trabalho, clientes e fornecedores; a rede pessoal é composta por antigos colegas, amigos e familiares; e os contatos estratégicos incluem relacionamentos com pessoas de fora de sua imediata esfera de controle.
“O desafio é alavancar esses relacionamentos para atingir seus objetivos. Os contatos estratégicos utilizam sua influência indireta para convencer uma pessoa de dentro de sua rede de contatos a fazer com que alguém que não está em sua rede tome uma determinada atitude”, explicam Herminia e Hunter.
Dar um “alô”
André Massaro, consultor de finanças e criador do programa integrado de desenvolvimento financeiro MoneyFit, diz que uma boa dica para pessoas que querem fazer um networking eficiente é começar com um inventário dos contatos, amigos e colegas.
“Antes de procurar conhecer novas pessoas, é interessante fazer algo com o que já temos à mão. Há quanto tempo você não dá um ‘alô’ para seus contatos? Ligar de vez em quando ou mandar um e-mail pessoal é uma medida muito salutar. Melhor ainda quando não pedimos nada em troca ou insinuamos alguma intenção oculta”, comenta Massaro.
Eventos
Se a lista de contatos do profissional for muito pequena, o consultor aconselha a investir um pouco de tempo para conhecer novas pessoas. Frequentar eventos de interesse de profissionais de sua área, cursos ou mesmo eventos sociais são algumas alternativas.
“É bom estar sempre munido de cartões de visita. Mesmo se não trabalha em alguma empresa no momento, ter um cartão com deus dados, e-mail e telefone é uma medida interessante. A gente nunca sabe de onde um negócio pode sair”, explica a consultora de carreira Juliana Mello.
Última hora
“Deixar para fazer sua rede de contatos quando se está na pior é contraproducente. Geralmente, quem está na posição de querer algo e não contribuir com nada em troca acabará ingressando em redes sociais de baixo nível. Comece a fazer sua rede de contatos e, principalmente, a cultivá-la agora. Não espere o momento em que vai precisar dela”, recomenda Massaro.

Fonte: http://economia.ig.com.br/carreiras/como+alimentar+seu+networking+com+sucesso/n1597103347904.html

quarta-feira, 27 de julho de 2011

CIENTISTAS TEMEM QUE PESQUISAS MÉDICAS CRIEM MACACOS FALANTES.

A Academia de Ciências Médicas da Grã-Bretanha está pedindo ao governo que estipule regras mais estritas paras as pesquisas médicas envolvendo animais. O grupo teme que experimentos envolvendo transplante de células acabem criando anomalias, como macacos com a capacidade de pensar e falar como os humanos.

O alerta ressalta o debate da questão dos limites da pesquisa científica. Um dos autores do relatório, o professor Christopher Shaw, do King's College de Londres, diz que tais estudos 'são extraordinariamente importantes'.

A academia ressalta ainda que não é contrária a experimentos que envolvam, por exemplo, o implante de células e tecidos humanos em animais.

Estudos atuais, por exemplo, transplantam células cancerígenas em ratos a fim de testar novas drogas contra o avanço da doença.

A academia defende, no entanto, que com o avanço das técnicas estão surgindo novos temas que precisam ser urgentemente regulados.

Avanço
Os avanços científicos atuais já permitem a criação de ratos com lesões similares às causadas por um derrame cerebral, para que sejam depois injetadas células tronco humanas, a fim de corrigir os danos.

Outro estudo com implante de um cromossomo humano no genoma de ratos com síndrome de Down também foi essencial para a compreensão da doença.

Apesar de a maioria dos experimentos ser feita com ratos, os cientistas estão particularmente preocupados com os testes em macacos.

Na Grã-Bretanha são proibidas as investigações com macacos de grande porte como gorilas, chipanzés e orangotango. Em outros países, como os Estados Unidos, são liberadas.

'O que tememos é que se comece a introduzir um grande número de células cerebrais humanas no cérebro de primatas e que isso, de repente, faça com os que os primatas adquiram algumas das capacidades que se consideram exclusivamente humanas, como a linguagem', diz o professor Thomas Baldwin, outro membro da academia.

'Estas são possibilidades muito exploradas na ficção, mas precisamos começar a pensar nelas', diz.

Áreas 'delicadas'
O relatório indica três áreas particulamente 'delicadas' na pesquisa com animais: a cognitiva, a de reprodução e a criação de características visuais que se percebam como humanas.

'Uma questão fundamental é se o fato de povoar o cérebro de um animal com células humanas pode resultar em um animal com capacidade cognitiva humana, a consciência, por exemplo', diz o relatório.

O professor Martin Bobrow, principal autor do relatório, sugere o que chama de 'prova do grande símio': se um macaco que recebeu material genético humano começa a adquirir capacidades similares a de um chimpanzé, é hora de frear os experimentos.

Na área de reprodução, recomenda-se que embriões animais produzidos a partir de óvulos ou esperma humano não se desenvolvam além de um período de 14 dias.

O campo mais polêmico é o de animais com características 'singularmente humanas', os experimentos que o relatório chama de 'tipo Frankestein, com animais humanizados'.

Segundo o relatório, 'criar características como a linguagem ou a aparência humana nos amimais, como forma facial ou a textura da pele, levanta questões éticas muito fortes'
 

VENDA FRACIONADA DE MEDICAMENTOS PODE SER OBRIGATÓRIA

A Câmara analisa o Projeto de Lei 396/11, do deputado Dr. Aluizio (PV-RJ), que torna obrigatório o fracionamento de medicamentos, conforme a receita médica. Segundo a Aência, a proposta define como aptas para fracionamento as substâncias apresentadas sob a forma de drágeas, comprimidos, cápsulas, pastilha, supositório e óvulos. Para evitar dúvidas, a proposta acrescenta à lei a definição das formas possíveis de apresentação de medicamentos.

Atualmente, a legislação sobre o controle de comércio de medicamentos (Decreto 74.170/74) permite o fracionamento de determinados medicamentos, sem torná-lo obrigatório. Existe uma lista de quase 800 medicamentos que podem ser fracionados editada e atualizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O PERIGO DO EXCESSO


Abusar do uso da pílula do dia seguinte pode provocar alterações hormonais e problemas de saúde
Disponível no mercado farmacêutico há pouco mais de dez anos, a ‘pílula do dia seguinte’, que deveria ser usada apenas como contracepção de emergência por mulheres que mantiveram relações sexuais sem proteção, tem sido usada, erroneamente, como contracepção convencional.
Seja por falta de informação ou por comodidade, o que a maioria dessas consumidoras não sabe é que esse novo hábito pode provocar riscos à saúde, devido à grande concentração hormonal presente em cada pílula. Segundo o ginecologista Alfredo Mendonça Souza, a quantidade de hormônios presente em dois comprimidos equivale à mesma dose de uma cartela de pílulas anticoncepcionais tradicional.
O profissional explica que a alta dose do hormônio progesterona contida no medicamento provoca uma série de alterações no organismo feminino. “A pílula provoca uma menor movimentação das trompas, bloqueia a saída do óvulo do ovário e causa descamação do endométrio. Se a fecundação ainda não aconteceu, a pílula provoca a descamação, impedindo a implantação do ovo fecundado e à gravidez”, diz. Além disso, esse excesso pode provocar alterações no ciclo menstrual, podendo tanto adiantá-lo quanto atrasá-lo; podendo também causar náuseas, enjôos e dores de cabeça. O uso frequente diminui a eficácia do medicamento.
Por isso, este recurso é recomendado apenas para o combate de gravidez indesejada depois de relação sexual de risco, estupro e falha de outros contraceptivos (rompimento do preservativo). Para maior eficácia, recomenda-se consumir a pílula em até 24 horas depois da exposição ao risco e, quanto mais rápido for à ingestão do comprimido, maior será seu efeito.