Só Templates

Créditos



Layout by



sábado, 8 de janeiro de 2011

SINDROME INTESTINO IRRITAVEL

Pela primeira vez, um antibiótico tratou com eficácia e durabilidade a síndrome do intestino irritável (SII), que afeta cerca de 30 milhões de americanos e milhares pessoas no mundo, segundo estudo publicado nesta quarta-feira (5).
O antibiótico Xifaxan, do laboratório americano Salix Pharmaceutical, já foi autorizado pela FDA (agência americana de regulamentação de medicamentos e alimentos) para tratar a diarreia do viajante e a encefalopatia hepática.
Quem sofre desse problema fica com o aparelho gastrointestinal muito sensível. Com isso, fatores como estresse, dieta, medicação e hormônios, dentre outros, acabam provocando diarreia.
Agora, resultados de dois testes clínicos confirmam também o papel significativo na síndrome das bactérias da flora intestinal - uma hipótese polêmica, estudada há vários anos.
Os resultados dos testes clínicos, realizados em 1.200 pacientes com a síndrome, mostram que o Xifaxan permite aliviar os sintomas e não causa riscos, segundo o médico Mark Pimentel, do centro médico Cedars-Sinai de Los Angeles (EUA) e principal autor do estudo.
- Durante anos, as opções de tratamento foram extremamente limitadas.
Pimentel conta que, com frequência, os pacientes com essa síndrome respondiam mal aos tratamentos, como a mudança do regime alimentar e o uso de fibras como complemento.
- [Mas] com o antibiótico eles se sentem melhor. E o bem-estar continua, mesmo depois de parar de tomá-lo. Isso significa que agimos, com esse antibiótico, na causa da doença.

Fonte: Canal R7
Link: http://noticias.r7.com/saude/noticias/cientistas-descobrem-antibiotico-que-trata-sindrome-do-intestino-irritavel-20110105.html
 

CHILENOS PESQUISAM VACINA CONTRA ALCOLISMO

Cientistas chilenos trabalham no desenvolvimento da primeira vacina contra o alcoolismo, baseada em uma mutação genética presente em 20% da população asiática que, de forma natural, sofre consequências tão severas ao consumir álcool que isto inibe seu vício, explicou o médico coordenador do projeto.
Estas populações não têm um gene que produz a enzima "aldeído desidrogenase", que metaboliza o álcool no organismo. Sem essa enzima, ao beber "ocorre uma reação tão forte que as pessoas não tomam o álcool", explicou o médico da Universidade do Chile, Juan Asenjo, chefe dos pesquisadores, à rádio Cooperativa.
A vacina, portanto, aumentaria os enjoos, a sensação de náusea e a vasodilatação nos viciados. "Com a vacina, a vontade de beber será muito pequena devido às reações que terá", disse o médico.
O princípio já foi testado com sucesso em ratos alcoólatras, nos quais o consumo do álcool diminuiu em 50%. "A ideia é que nos seres humanos o consumo de álcool diminua entre 90 e 95%", acrescentou.
A vacina consiste em induzir a mutação nas células do fígado através de um vírus que transmite esta informação genética.
Atua sob o mesmo princípio sobre o qual são elaborados os parches e remédios utilizados para controlar o vício em álcool, mas sua eficácia seria maior porque, diferentemente das fórmulas anteriores, não depende da vontade imediata do paciente e tem menos efeitos colaterais.
"A vacina é específica para as células do fígado. Os emplastros (parches) afetam todas as células e têm muitos efeitos colaterais", explicou Asenjo.
Após demonstrar seu princípio ativo, os cientistas trabalham agora para cultivar as células necessárias para produzir o vírus em reatores e em grandes quantidades. Depois vem a fase de otimizar a produção, purificar o vírus e a aprovação por parte de diferentes comitês de ética e institutos de saúde pública.
"Durante este ano será feita a produção em grande escala e depois serão realizados testes pré-químicos em animais para determinar a dose. Posteriormente, em 2012, serão realizados testes químicos na fase 1 em humanos", explicou Asanjo.
Se os resultados em humanos forem bem-sucedidos, bastaria que o paciente tomasse a vacina uma vez por mês para começar a sentir os sintomas por um período prolongado, o que desestimularia o vício.
O alcoolismo é o principal fator de risco de doenças entre os chilenos e gera acidentes de trânsito, cirrose e depressões, que são as principais causas de morte no Chile, segundo um estudo oficial divulgado em setembro de 2008.
 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

AZTRA ZENECA PREFERE P&D

Em vez de aquisições e diversificação, o laboratório farmacêutico AstraZeneca está determinado a descobrir novos medicamentos em seus próprios laboratórios.

Certo dia de outubro, enquanto almoçava carne com batatas, no centro de pesquisas da companhia, em Estocolmo, o executivo-chefe da farmacêutica, David Brennan, submeteu seis gerentes de desenvolvimento do grupo a um verdadeiro interrogatório, a respeito de receios levantados por um cientista. Durante encontro na prefeitura naquela manhã, o pesquisador recém-recrutado havia dito a Brennan não ter liberdade para ir atrás de ideias incomuns como teria no setor acadêmico. Brennan queria saber por que isso ocorria. É que ele tem mais motivos do que a maioria dos executivos de farmacêuticas para querer que seus cientistas estejam satisfeitos e sejam produtivos.

Enquanto GlaxoSmithKline, Sanofi-Aventise outros concorrentes expandem-se em áreas como aerossóis antipulgas e bebidas energéticas para compensar a desaceleração da receita com remédios, a AstraZeneca atem-se a apenas um negócio: desenvolver medicamentos inovadores o suficiente para poder cobrar preços mais altos.

Apostar na descoberta de remédios é arriscado. O setor passa por uma longa estiagem: os 15 produtos atuais mais vendidos ganharam aprovação há pelo menos seis anos, segundo a IMS Healthe Bloomberg. Mais da metade das vendas de US$ 32,8 bilhões da AstraZeneca é obtida com remédios que poderão enfrentar a concorrência de genéricos até 2014. Nos últimos três anos, o desempenho da empresa em conseguir aprovações de drogas nos EUA e União Europeia foi um dos piores entre os grandes laboratórios, segundo dados compilados pela rival Novartis. "Vamos descobrir como atravessar isso", diz Brennan, ex-jogador de defesa de futebol americano.

Mais da metade das vendas da AstraZeneca é obtida com remédios que vão concorrer com os genéricos até 2014

Os investidores mostram-se céticos. As ações da AstraZeneca são negociadas a uma cotação 7,1 vezes maior que o lucro estimado, menor valor relativo entre as maiores farmacêuticas do mundo. A suíça Roche, que obtém cerca de 20% das vendas com testes de detecção de doenças e a Johnson&Johnson, com quase 70% da receita com aparelhos médicos e bens de consumo, exibem valores maiores, reflexo da diversificação, além do negócio dos remédios, caracterizado pelo "tudo ou nada".

O comprometimento de Brennan com a pesquisa vem desde seus tempos na Merck, quando a americana dominava as descobertas mundiais de novas drogas. Ele juntou-se à Merck em 1975 como vendedor, aos 21 anos, na época em que os laboratórios da companhia desbravavam novas formas de tratar a hipertensão e o colesterol. "Foi isso que David viu acontecendo", diz P. Roy Vagelos, que comandou a divisão de pesquisa e desenvolvimento (P&D) da Merck e, depois, quando se tornou executivo-chefe, promoveu Brennan para chefiar o novo projeto de colaboração com a sueca Astra.

Enquanto os pesquisadores de hoje entendem melhor as doenças por causa das inovações em genética, as farmacêuticas exibem sucesso limitado em traduzir esses avanços em novos medicamentos no tratamento de doenças cardíacas, dores ou câncer. As autoridades reguladoras também exigem mais medidas de segurança, depois de vários remédios de altas vendas terem acabado se mostrando mais perigosos do que se imaginava.

Apesar do vento contrário, o compromisso de Brennan com P&D como motor de crescimento vem tornando a AstraZeneca um ímã para a comunidade científica. Quando buscava alguém para revigorar seus laboratórios, Brennan recrutou Menelas Pangalos como chefe de pesquisas de drogas em estágio inicial. Pangalos ajudou a criar uma das principais linhas de medicamentos experimentais na Wyeth, comprada pela Pfizer, e trouxe Martin Mackay, chefe de pesquisa mundial da Pfizer, para ser presidente de P&D do grupo.

Brennan reviu cada passo do processo de desenvolvimento, encolheu o alcance das pesquisas para centrar-se em áreas promissoras, como diabete e câncer, e fechou algumas instalações, para gerar economias anuais de US$ 1 bilhão até 2014. Para ter êxito, terá de consertar as operações de P&D, após fracassos recentes. Em dezembro, desistiu de prosseguir com o desenvolvimento do motavizumab, para doenças respiratórias infantis, após uma comissão nos EUA ter emitido parecer contrário à droga. Em maio, testes mostraram que o Recentin não melhorava as perspectivas de pacientes com câncer de cólon. E em junho, a Agência de Remédios e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) dos EUA não aprovou o Axanum, para úlcera. Entre 2006 e 2008, quatro remédios contra diabete e para tratamentos cardiovasculares não conseguiram passar nos testes finais.

O compromisso da companhia com P&D para crescer tornou a AstraZeneca um ímã para os cientistas

Em dezembro, a AstraZeneca não conseguiu aprovação para vender o Brilinta, produto experimental mais importante da companhia, na União Europeia. O anticoagulante mostrou ser mais efetivo em estudos do que o Plavix, da Sanofi-Aventis e Bristol-Myers Squibb. Em 17 dezembro, a FDA não quis aprovar o remédio, argumentando que queria análises adicionais de um estudo que comparava os dois produtos.

Assim como seus concorrentes, a AstraZeneca testa novas formas de organizar as pesquisas para melhorar sua produtividade. Enquanto a receita "flutuar" até 2014, a empresa prevê receita entre US$ 28 bilhões e US$ 34 bilhões/ano até 2014, período em que perderá a patente de seus dois remédios mais vendidos, o antiácido Nexium e o antipsicótico Seroquel. Em 29 de junho, um juiz americano determinou que a patente do Crestor, para tratamento de colesterol, da AstraZeneca, será válida até 2016. A decisão protegeu vendas de US$ 2 bilhões nos EUA. A empresa pretende submeter a droga dapagliflozin, contra diabete, para aprovação nos EUA e UE, no início de 2011, e pode conhecer a decisão da FDA sobre o vandetanib, para casos avançados de um raro câncer de tiroide, até o dia 7 de janeiro.

Brennan convenceu o conselho de administração do grupo de que a empresa deveria se ater a desenvolver remédios, diz Jane E. Henney, uma das diretoras que o escolheu como sucessor de Tom McKillop em 2005. "É o caminho que escolhemos. Apenas a história poderá julgar se estávamos certos."
Fonte: Valor Econômico
Notícia publicada em: 03/01/2011
Autor: Trista Kelley e Michelle Cortez, Bloomberg Businessweek
http://www.abcfarma.org.br/Noticias/IndexInterna.asp?Textos_ID=17819

domingo, 2 de janeiro de 2011

ANSIEDADE, PÂNICO E ESTRESSE

No futuro, exames de sangue e ressonância apontarão os transtornos mentais.

Exames como os de sangue e ressonâncias apontarão transtornos mentais

O ritmo de vida cada vez mais agitado e a ansiedade à flor da pele estressam e deixam a população suscetível à depressão, mal desta e das últimas décadas. E pelo o que prevêem os especialistas os próximos anos não devem ser diferentes. Mas a depressão não vai reinar absoluta. Deverá ter a companhia de outros transtornos mentais na galeria de grandes problemas de saúde do século 21. Os transtornos de ansiedade, em ascensão devido às condições da vida moderna, deverão atingir um número crescente de vítimas nos próximos anos.

O que tende a revolucionar a área da psiquiatria são os diagnósticos. Hoje, um paciente chega ao consultório, relata os seus sintomas e o médico, por exclusão, determina o transtorno que ele apresenta. Tudo indica que o movimento veloz da ciência aprimorará exames como os de sangue e ressonâncias magnéticas, que serão capazes de dar um diagnóstico mais preciso.

— Ainda trabalhamos como no século passado. Indicamos um tratamento a partir de relatos e de exclusão de outras síndromes. A grande descoberta no futuro deve ser de técnicas aprimoradas de exames computadorizados e laboratoriais que apontem com precisão, pela área atingida do cérebro, que tipos e transtorno o paciente tem — aposta o psiquiatra Marcelo Basso de Sousa.

Mas, enquanto os grande anúncios na área de diagnóstico não chegam, as promessas são fortes para que a população desfrute de medicamentos mais potentes para a depressão. Os que estão disponíveis atuam nos hormônios cerotonina e noradrenalina. Aqueles que devem chegar ao mercado nos próximos cinco a 10 anos prometem ser neuroprotetores. Ou seja, estimularão a emissão de novas ramificações dos neurônios — ação que faz com que, inclusive, a memória seja potencializada.

EM ASCENSÃO

Confira alguns dos distúrbios que podem se intensificar nos próximos anos entre a população:

Distúrbio de ansiedade generalizada— É marcado por uma sensação constante de ansiedade, combinada a sintomas como suor nas extremidades, falta de ar, agitação e dificuldade para relaxar. Podem aparecer insônia, falta ou excesso de apetite, com comprometimento das relações sociais e da saúde sexual.

Transtorno do pânico — Aparece em decorrência de alguma situação traumática específica que a pessoa tenha vivido, além de uma predisposição pessoal. Um episódio de maior estresse pode desenvolver transtornos específicos como pânico de elevador ou de sair sozinha à rua. Pode desencadear sintomas como agitação, calor, sudorese, agitação.

Estresse pós-traumático — Similar ao estresse pós-guerra. Após uma situação extrema de tensão, como um assalto, até alguns dias depois do episódio podem surgeir sintomas como insônia, mudanças de apetite e alterações de humor, impedindo que a pessoa leve seu ritmo de vida normal.

Transtorno obsessivo-compulsivo — É marcado pela repetição de determinadas ações ou pensamentos, como verificar várias vezes se a porta está mesmo trancada ao sair de casa. Pode ser motivo de grande sofrimento psicológico para o paciente.

Fonte: Rosane Morais de Barros, psicóloga do Instituto de Medicina Preventiva do Hospital Mãe de Deus

Perguntas e respostas sobre a RDC nº 44/2010

A ANVISA publicou um anexo com perguntas e respostas referente as dúvidas mais frequentes quanto a venda de medicamentosm antimicrobianos que agora passaram a ser vendidos com retenção de receita.

LISTA ANTIBIOTICOS ATUALIZADA

ANVISA atualiza a listagem de antibióticos controlados, retirando alguns e acresceentando outros.

Veja lista completa no anexo:

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ALTERAÇÕES PARA VENDA DE ANTIBIÓTICOS

Novas alterações para a compra de antibióticos

A menos de um mês da nova resolução da ANVISA sobre o controle de antibióticos, novas adaptações já aconteceram, na última semana. Uma reunião na entidade definiu, neste mês, recentes normas para a compra de antibióticos. A agência, em reunião com o Conselho Federal de Medicina (CFM), decidiu abolir a receita controlada para a compra de antibióticos. Segundo Dirceu Raposo, diretor da ANVISA, a obrigatoriedade do formulário controlado foi uma má interpretação da resolução RDC 44/10.

Fernanda Azeredo, farmacêutica da Farma Call, explica que na prática não há mais necessidade de o cliente apresentar receita controlada. A compra pode acontecer via receita comum, porém em duas vias e com alguns dados que devem constar no documento.

Segundo a farmacêutica, o receituário pode ser prescrito pelo médico em papel timbrado comum ou carbonado. Como existe, ainda, a necessidade da retenção de uma via, caso o documento não seja carbonado, o cliente pode solicitar uma cópia à farmácia. No momento da compra, a receita é carimbada pelo estabelecimento comercial para inviabilizar dupla aquisição. Da lista de 90 substâncias de antibióticos, o Nebacetin é o único que a partir de agora não requer a retenção da receita.

Fonte: Guia da Farmácia