O Ano Novo já começou e, aos poucos, a vida entra em seu ritmo normal. É um momento perigoso: quando as resoluções da virada, como perder peso, deixar de fumar ou gastar menos dinheiro começam a perder a eficácia. Pensando nisso, o iG traz 40 recomendações para ajudar você a manter as contas em dia e começar 2011 com muito dinheiro no bolso.
Algumas das sugestões dos especialistas parecem óbvias. Não é impressão: elas são óbvias mesmo. “Lidar com dinheiro exige, antes de mais nada, uma boa dose de bom senso”, diz o professor de finanças William Eid Júnior.
Nem todas as recomendações são aplicáveis por todos, pois cada situação financeira é única e individual. Os problemas e as dificuldades, assim como as oportunidades, diferem de pessoa para pessoa.
As recomendações estão divididas em grandes assuntos, que vão do consumo diário aos gastos com o carro, das compras de alimentos aos seguros, sem esquecer dos cartões de crédito e das contas de água e eletricidade.
RECOMENDAÇÕES GERAIS
1 - Tenha um objetivo
“Estabelecer uma meta financeira é essencial para o sucesso de qualquer planejamento”, diz o consultor e escritor Gustavo Cerbasi, autor de “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”. Por isso, antes de começar qualquer planejamento, saiba a razão pela qual você está controlando suas contas. Os motivos podem ser desde sair do cheque especial até juntar dinheiro para pagar a entrada da casa própria.
2 - Quer controlar? Meça!
Não adianta tentar controlar seus gastos sem saber como você está usando seu dinheiro. Por isso, é essencial anotar cada despesa. Você pode usar um programa especial para isso, uma planilha de cálculo ou simplesmente lápis e papel, além de uma calculadora simples. “Ninguém será capaz de usar bem seu dinheiro se não dedicar alguns minutos por dia a organizar sua vida financeira”, diz William Eid Júnior
3 - Nenhuma economia é pequena demais
Faça uma conta simples: se você poupar R$ 10,00 por dia, ou R$ 300,00 por mês, durante cinco anos e aplicar esse dinheiro na poupança, você terá quase R$ 21 mil ao final do período, o valor de um carro popular. O consultor em carreiras Gutemberg Macedo escreve em seu livro “Fui demitido! E agora?” que é preciso cuidar dos centavos. “Os milhões cuidam de si mesmos”, afirma. Por isso, qualquer economia compensa.
4 - Planeje seus gastos
Vivemos em uma sociedade de consumo. Isso quer dizer que as pessoas são medidas, avaliadas e, muitas vezes, têm boa parte de sua identidade definida pelo que compram. Consumir é bom, pois além de dar prazer, movimenta a economia e gera empregos. No entanto, é preciso tomar cuidado com as armadilhas, e a melhor maneira é planejar.
5 - Não subestime seus gastos
Uma pesquisa do Serviço Social da Indústria (Sesi) mostra que os gastos “aparentes” são apenas 70% dos gastos reais. Ou seja, uma pessoa que calcula seus gastos mensais em R$ 700 gasta, de fato, R$ 1.000. A diferença deve-se aos gastos eventuais, às compras por impulso e às despesas que são feitas sem perceber. Por isso, ao fazer um planejamento financeiro, tenha em mente que você gasta mais do que imagina.
6 - Evite comprar por impulso
Se sentir uma necessidade absurda de comprar algo que não é essencial, faça um trato com você mesmo, recomenda William Eid Júnior. Escreva o que você quer comprar em um pedaço de papel e se comprometa a esperar uma semana. Se, passado esse prazo, você ainda considerar a compra essencial, vá em frente. Caso contrário, era uma compra por impulso.
GASTOS DOMÉSTICOS
Uma família de classe média pode empenhar de 50% a 75% de seu rendimento para custear e manter a casa onde vive. Para famílias com renda mais baixa esse percentual é ainda maior. Por isso, tornar os gastos domésticos mais eficientes é uma das estratégias mais eficazes para melhorar sua vida financeira em 2010.
Poupe água
7 - Conserte as torneiras
Vazamentos pequenos em torneiras ou descargas desperdiçam muita água. Segundo cálculos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), uma torneira da qual pingue uma gota a cada cinco segundos desperdiça cerca de 20 litros de água por dia ou 600 litros por mês. Se a torneira apresentar um filete de água, o desperdício pode chegar a 6,5 mil litros por mês.
8 - Regule as válvulas sanitárias
Uma descarga vazando pode resultar em perda de 500 litros de água por dia, ou 15 mil litros por mês, segundo cálculos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Poupe eletricidade
(recomendações da AES Eletropaulo)
9 - Ao lavar roupa
Lave o volume máximo de roupas indicado pelo fabricante de uma só vez, economizando energia e água. Limpe o filtro da máquina com frequência e use a quantidade de sabão indicada pelo fabricante, evitando repetir a operação de enxágue.
10 - Ao passar roupa
O ferro elétrico é um dos vilões do consumo de energia, pois transformar eletricidade em calor é uma das funções em que mais ocorrem desperdícios. Por isso, junte a maior quantidade possível de roupas para passá-las de uma só vez. Use a temperatura indicada no ferro para cada tipo de tecido e deixe para passar as roupas leves, como as de nylon e lingeries, após desligar o ferro.
11 - Ao tomar banho
Ao lado do ferro elétrico, o chuveiro é outro dos grandes consumidores. Por isso, em dias quentes, coloque a chave na posição “verão”, pois na posição “inverno”, o consumo de energia é 30% maior. Limpe periodicamente os furos de saída de água do chuveiro.
12 - Escolha as lâmpadas certas
As lâmpadas fluorescentes compactas duram mais e gastam menos energia do que as incandescentes, mas têm a desvantagem de ser mais caras. Como escolher? A regra geral é que as fluorescentes compactas compensam nos locais em que a luz fica acesa mais de 4 horas por dia.
13 - Use a luz do sol
Aproveite a luz natural durante o dia. Abra as janelas, cortinas e persianas. Ao pintar a casa, prefira cores claras, que refletem melhor a luz. Limpe lustres, globos e arandelas, pois a sujeira reduz a eficiência das lâmpadas.
14 - Cuide de sua geladeira 1
Por funcionar 24 horas, a geladeira é uma grande fonte de gastos. Por isso, as recomendações são instalá-la em locais ventilados, longe de fogões e da luz do sol, fazer limpezas e degelos periódicos e não se esquecer de diminuir a potência no inverno.
15 - Cuide de sua geladeira 2
Borrachas de vedação das portas gastas elevam o consumo de energia da geladeira em até 25%. Por isso, faça um teste simples: abra a porta e coloque uma folha de papel entre a borracha e o gabinete da geladeira. Feche a porta fazendo com que a folha fique presa. Tente retirá-la. Se a folha deslizar e sair com facilidade, é sinal de que as borrachas já não estão vedando direito. É hora de trocá-las.
16 - Atenção ao selo Procel
O Programa de Conservação de Energia Elétrica (Procel) indica o consumo dos eletrodomésticos. Mesmo se for um pouco mais caro, um produto com maior eficiência energética vai ser mais econômico ao longo dos anos.
Controle os gastos do supermercado
17 - Vá às compras de estômago cheio
Com fome, as pessoas compram 10% a 15% mais do que quando estão bem alimentadas.
18 - Não tenha pressa
As pesquisas internacionais mostram que as mulheres levam, em média, 40% mais tempo do que os homens para fazer compras. Em compensação, o fato de gastar mais tempo procurando preços faz com que elas gastem, em média, 20% menos. Por isso, vale a pena reservar tempo para as compras e aproveitar os horários ampliados de vários supermercados.
19 - Planeje suas compras
A tradicional lista ainda é uma ferramenta eficiente não só para evitar comprar o que é desnecessário, mas para não esquecer nada e também economizar tempo, segundo o instituto Akatu de consumo consciente.
20 - Evite fazer estoques
Estocar alimentos e produtos de limpeza é uma prática que vem dos tempos de inflação alta e problemas de abastecimento, questões que dificilmente ocorrem hoje. Mesmo assim, o hábito de estocar permanece. “Fazer estoques é imobilizar capital, e capital imobilizado não rende”, diz Gustavo Cerbasi.
21 - Faça contas ao comparar preços
Sempre vá ao supermercado com uma calculadora simples no bolso. As embalagens têm tamanhos diferentes, por isso compare preços por quilo ou por litro.
Controle os gastos com alimentação
22 - Fatie os preços
Comprar itens como queijo, presunto, salame e outros frios já fatiados é prático, mas essa praticidade tem custo. A0 comprar os itens por peça e pedir para fatiar na hora, a economia pode chegar a 25%, segundo a chefe de cozinha Paula Campos Kusieluskus.
23 - Procure o comércio especializado
Os preços de itens como carne, frango e peixe em lojas especializadas como açougues e peixarias podem ser até 20% menores do que nos supermercados, diz Paula Campos Kusieluskus. Por isso vale a pena comparar os preços.
24 - Concentre os trabalhos em um dia só
É cansativo, mas compensa comprar e preparar os alimentos da semana ou da quinzena em um dia só. “Você economiza tempo, gás e material de limpeza se preparar os pratos da semana de uma só vez, congelá-los e ir consumindo aos poucos”, diz Paula Campos Kusieluskus.
25 - Não jogue fora as sobras
O frango assado que sobrou pode ser aproveitado em uma torta ou em um arroz de forno. Os frios que foram cortados a mais podem incrementar uma omelete, as frutas maduras viram suco e os legumes que estão murchos ou machucados podem virar sopas, afirma Paula Campos Kusieluskus.
SERVIÇOS FINANCEIROS E SEGUROS
26 - Concentre suas contas em um único banco
Se você mantiver uma conta bancária aberta sem necessidade durante dez anos e essa conta custar R$ 20 em tarifas, você terá deixado de poupar R$ 1.395. Fechar contas dá trabalho, mas vale a pena. “O correntista que concentrar seus pagamentos e aplicações em um único banco pode até deixar de pagar tarifas, mesmo que não tenha muito dinheiro investido”, diz o planejador financeiro certificado Álvaro Dias.
27 - Cuidado com cartões de crédito
Comprar “no cartão” é muito prático. Você simplesmente digita uma senha ou assina uma fatura e consome. “As pessoas se esquecem que as contas sempre chegam, pois os departamentos de cobrança nunca fazem greve”, diz William Eid Júnior. Por isso, os cartões devem ter usos específicos, como fazer compras pela internet ou fazer reservas de hotel.
28 - Cuidado com fraude no cartão
A maioria dos cartões de crédito são pedaços de plástico com uma fita magnética que armazena os dados do cliente. “É como se fosse uma fita de vídeo, ou seja, algo cujos dados são fáceis de clonar”, diz Eduardo Daghum, sócio diretor da Horus, empresa especializada em segurança. Para evitar fraudes, as administradoras investiram em cartões com chip eletrônico. Caso seu cartão não tinha chip, use um procedimento simples de segurança: não perca seu cartão de vista. “Se o cliente não se separar do cartão em um restaurante ou posto de gasolina, ele dificulta bastante a ação de fraudadores”, diz Daghum.
29 - Cuidado com fraude na internet
Ao comprar pela internet, o consumidor deve desconfiar de lojas desconhecidas que vendem produtos com descontos mirabolantes. “Pode ser um esquema para capturar dados e fraudar o cartão”, diz Eduardo Daghum. Nesses casos, a recomendação é prudência. “Não informe seus dados em páginas da internet que sejam de empresas desconhecidas, especialmente as de fora do Brasil, e evite fazer compras em computadores públicos ou de uso compartilhado.”
30 - Cancele (de mentirinha) seus cartões de crédito
As empresas administradoras de cartão de crédito sabem que conquistar um novo cliente custa mais do que a anuidade que ele paga. Por isso, todos os anos ligue para sua administradora e diga que vai cancelar o cartão porque a anuidade está cara. Você obterá um desconto de 50% a 100% da anuidade. “A ligação vai ser demorada, você terá de insistir, mas vale a pena”, diz um executivo de uma empresa de cartões que, por razões óbvias, não quer aparecer.
31 - Cancele (de verdade) seus cartões de crédito
Ter cartões que você usa pouco só para manter programas de milhas aéreas não é um bom negócio. Mesmo que a anuidade seja baixa, é mais um cartão para administrar. Por isso, analise todos os cartões que você tem e fique só com os que são realmente úteis.
32 - Compare preços de seguros
O principal seguro do brasileiro é o automobilístico, pois as apólices de vida e contra acidentes domésticos ainda são pouco procuradas. “As seguradoras que trabalham no ramo auto são muito competitivas”, diz Paulo Umeki, diretor de produtos da seguradora Liberty. “Quando for contratar um seguro, peça a seu corretor para comparar os preços de pelo menos dez fornecedores, para aproveitar eventuais políticas de desconto.”
33 - Avalie o seguro mais adequado
Seguros não são todos iguais. Alguns oferecem o básico, uma proteção contra incêndio e roubo, e outros incluem mimos como carro extra, reparos para a casa e para o computador. “O segurado tem de avaliar o que é necessário e o que é supérfluo, pois a economia é significativa”, diz Paulo Umeki.
34 - Aproveite os benefícios
Cada vez mais as seguradoras investem em benefícios para os segurados. Não é bondade. É uma forma de reduzir os riscos de acidentes e roubos de automóveis. Aproveite descontos em estacionamentos e manutenção gratuita. O motorista que gastar R$ 12,00 por dia para estacionar nos dias úteis e tiver um desconto de 30% vai economizar R$ 907 por ano.
35 – Aceite o rastreador da seguradora
Segundo Paulo Umeki, essa é a única vantagem que serve para todos os segurados, sem exceção. “Um rastreador pode reduzir em 90% as probabilidades de perda do veículos em caso de furto”, diz ele. Tanta segurança se reflete diretamente nos preços das apólices. “Nos casos mais conservadores, a economia pode chegar a 15% e, nos modelos mais visados pelos ladrões, o prêmio pode ficar 40% mais barato”, diz Umeki.
GASTOS COM O CARRO
O Brasil tem cerca de 29 milhões de veículos em suas ruas e estradas. Meio de transporte e objeto de desejo, o automóvel é um dos itens do orçamento familiar em que é possível obter as maiores economias.
36 - Faça manutenção preventiva
Visitar o mecânico para revisões periódicas mesmo quando o carro não apresenta nenhum defeito é um bom negócio. “A manutenção preventiva economiza, em média, R$ 600 por ano em um modelo básico”, diz Antonio Carlos Bento de Souza, coordenador do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA). Patrocinado pelas entidades que representam os fabricantes e os revendedores de peças e os mecânicos, o GMA realiza estudos setoriais sobre manutenção de automóveis. Além de economizar combustível, a manutenção preventiva evita panes e danos maiores ao veículo.
37 - Economize combustível
Na média, um carro no Brasil roda 12,8 mil quilômetros por ano. Se mantiver o motor regulado, um motorista que abastecer seu carro com 40 litros de combustível a cada 15 dias vai economizar R$ 115 por ano, diz Antonio Carlos Bento de Souza.
38 - Cuidado com os pneus
Os pneus são um dos itens de maior desgaste no automóvel, especialmente devido às más condições da pavimentação. Para prolongar a vida útil dos pneus, basta fazer uma rotação periódica. “Essa operação não tem custo. Trocar os pneus de lugar pode prolongar a vida útil por 10 mil quilômetros”, diz Antonio Carlos Bento de Souza
39 - Escolha bem o combustível
O preço do etanol surpreendeu negativamente os consumidores no início de 2010. Por isso, quem possui veículo bicombustível ganha dinheiro se avaliar qual a melhor opção. A regra mais simples é dividir o preço do etanol por 0,70. Se o resultado for superior ao preço da gasolina, o etanol não é uma boa alternativa. No entanto, o consumidor que quiser economizar deve registrar qual o desempenho do carro usando gasolina e usando etanol para poder fazer a conta com mais precisão.
40 - Siga o manual, especialmente nas revisões
Segundo Antonio Carlos Bento de Souza, pesquisas do Grupo de Manutenção Automotiva mostram que apenas 39% dos proprietários de carros novos fazem as revisões periódicas recomendadas pelo fabricante, mesmo que algumas delas sejam gratuitas. “Cada veículo tem características próprias de desgaste e necessidade de manutenção. Por isso é essencial ler o manual do proprietário”, diz Souza. “Isso evita gastos desnecessários e aborrecimentos
Fonte:http://ultimosegundo.ig.com.br/ondeinvestirem2010
sábado, 16 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Ensino superior: um milhão de excluídos por ano
Todos os anos, 945 mil jovens terminam o ensino médio e encaram a frustração de ter de abandonar as salas de aula. São garotos e garotas sem nenhuma oportunidade de ingressar num curso superior, engrossando a massa dos mais de sete milhões de jovens de 18 a 24 anos já “excluídos” do sistema. Os dados são da Hoper Educacional, maior consultoria de mercado na área.
Em contrapartida, o Censo do Ensino Superior, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) de novembro de 2009, alertou para a ociosidade do mercado. Em todo o País, foram registradas 1.479.318 vagas não preenchidas em 2008.
No citado ano, havia 4.880.381 matriculados em todas as instituições de ensino superior do País, com um aumento de 4,4% sobre 2007. Mesmo assim, a taxa de escolarização superior não passa dos 15% da faixa etária entre os 18 e aos 24 anos de idade.
Os números ficam aquém da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação de atingir 30%. O Brasil também continua em uma posição de desvantagem em relação aos outros países da América Latina. “Considerando que a média de comprometimento de renda familiar com o ensino superior está em torno de 15% da renda, podemos concluir facilmente onde está o maior obstáculo para ampliação da inserção de alunos de menor poder aquisitivo no ensino superior”, observa Ryon Braga, presidente da Hoper.
Para Marco de Luca, doutor na área de educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a marginalização dos jovens aumenta a desigualdade do País. “Daqui a pouco, ter ensino fundamental e médio será irrelevante para o mercado. As exigências só crescem”, afirma.
Estudo da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE), divulgado em setembro do ano passado, confirma a tese: quem possui formação de nível superior no Brasil eleva em 100% sua renda mensal.
Setor privado
Ryon Braga explica que ao longo das últimas duas décadas, o setor privado foi adquirindo presença majoritária no ensino superior brasileiro devido, principalmente, à incapacidade do setor público de atender à demanda de estudantes de nível superior.
Atualmente, 75% dos alunos matriculados em faculdades, universidades e centros universitários estudam em instituições pagas. “O ensino público oferece atualmente cerca de 350 mil vagas anuais, para atender a uma demanda anual de egressos do ensino médio de aproximadamente 2,1 milhões de jovens que terminaram o ensino médio regular mais os concluintes da Educação de Jovens e Adultos”, conta Ryon.
O setor privado consegue, por sua vez, absorver parte desses “excluídos”, algo em torno de 825 mil ingressantes com idade inferior a 24 anos, que podem pagar a mensalidade. Ficam de fora cerca de 945 mil estudantes por ano.
“Os motivos desse cenário pessimista são simples: nas atuais condições de mercado, o setor privado não tem como reduzir o valor médio das mensalidades, atualmente em torno dos R$ 457,00 e o setor público não quer e não consegue deixar de ser elitista”, provoca o consultor.
Ele destaca que, atualmente, em média, um aluno de curso superior matriculado em uma universidade pública federal custa aos cofres públicos R$ 27.420,00 anualmente, o que representa cinco vezes mais o custo de um aluno matriculado no setor privado.
Para tentar rebater o problema, o MEC lançou em 2004 o Programa Universidade para Todos, o ProUni, que troca bolsas integrais e parciais em instituições privadas por isenção fiscal. No entanto, o ProUni foi responsável por apenas 5% da expansão.
Fonte: http://educacao.ig.com.br/us/2010/01/01/ensino+superior+um+milhao+de+excluidos+por+ano++9260174.html
01/01 - 11:51
Erika Klingl, iG Brasília
Em contrapartida, o Censo do Ensino Superior, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) de novembro de 2009, alertou para a ociosidade do mercado. Em todo o País, foram registradas 1.479.318 vagas não preenchidas em 2008.
No citado ano, havia 4.880.381 matriculados em todas as instituições de ensino superior do País, com um aumento de 4,4% sobre 2007. Mesmo assim, a taxa de escolarização superior não passa dos 15% da faixa etária entre os 18 e aos 24 anos de idade.
Os números ficam aquém da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação de atingir 30%. O Brasil também continua em uma posição de desvantagem em relação aos outros países da América Latina. “Considerando que a média de comprometimento de renda familiar com o ensino superior está em torno de 15% da renda, podemos concluir facilmente onde está o maior obstáculo para ampliação da inserção de alunos de menor poder aquisitivo no ensino superior”, observa Ryon Braga, presidente da Hoper.
Para Marco de Luca, doutor na área de educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a marginalização dos jovens aumenta a desigualdade do País. “Daqui a pouco, ter ensino fundamental e médio será irrelevante para o mercado. As exigências só crescem”, afirma.
Estudo da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômicos (OCDE), divulgado em setembro do ano passado, confirma a tese: quem possui formação de nível superior no Brasil eleva em 100% sua renda mensal.
Setor privado
Ryon Braga explica que ao longo das últimas duas décadas, o setor privado foi adquirindo presença majoritária no ensino superior brasileiro devido, principalmente, à incapacidade do setor público de atender à demanda de estudantes de nível superior.
Atualmente, 75% dos alunos matriculados em faculdades, universidades e centros universitários estudam em instituições pagas. “O ensino público oferece atualmente cerca de 350 mil vagas anuais, para atender a uma demanda anual de egressos do ensino médio de aproximadamente 2,1 milhões de jovens que terminaram o ensino médio regular mais os concluintes da Educação de Jovens e Adultos”, conta Ryon.
O setor privado consegue, por sua vez, absorver parte desses “excluídos”, algo em torno de 825 mil ingressantes com idade inferior a 24 anos, que podem pagar a mensalidade. Ficam de fora cerca de 945 mil estudantes por ano.
“Os motivos desse cenário pessimista são simples: nas atuais condições de mercado, o setor privado não tem como reduzir o valor médio das mensalidades, atualmente em torno dos R$ 457,00 e o setor público não quer e não consegue deixar de ser elitista”, provoca o consultor.
Ele destaca que, atualmente, em média, um aluno de curso superior matriculado em uma universidade pública federal custa aos cofres públicos R$ 27.420,00 anualmente, o que representa cinco vezes mais o custo de um aluno matriculado no setor privado.
Para tentar rebater o problema, o MEC lançou em 2004 o Programa Universidade para Todos, o ProUni, que troca bolsas integrais e parciais em instituições privadas por isenção fiscal. No entanto, o ProUni foi responsável por apenas 5% da expansão.
Fonte: http://educacao.ig.com.br/us/2010/01/01/ensino+superior+um+milhao+de+excluidos+por+ano++9260174.html
01/01 - 11:51
Erika Klingl, iG Brasília
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Viver sem se preocupar com dinheiro, quem não quer? Mas enquanto o milagre não acontece, o remédio é tomar cuidado e prestar bastante atenção nos gastos de todo dia. Conversamos com especialistas em finanças pessoais e mostramos o caso de algumas endividadas.
Primeiro caso
Cibele Gomes é professora e ganha R$ 2.800. Não consegue guardar dinheiro e vive reclamando que isso a impede de passear nos finais de semana. “O dinheiro sempre acaba antes do final mês, é péssimo. Tem dia em que acho que nunca vou sair desse aperto”, diz Pois vamos às contas. Entre os gastos com as contas da casa, convênio médico, previdência privada para o filho e o pagamento de duas dívidas (empréstimo no banco: R$150 e um acordo com o condomínio R$ 250), Cibele gasta R$2.200.
O salvador deste incêndio é o especialista Gustavo Cerbasi, autor dos livros “Dinheiro – Os segredos de quem tem” e “Casais inteligentes enriquecem juntos”, ambos da editora Gente. Para ele, o caso de Cibele não é grave. “Se somarmos as contas que ela considera mais relevantes, o total é de R$ 2.200. Sobram R$ 600 para os pequenos gastos diários. Se descontarmos os gastos decorrentes de erros que ela cometeu no passado [empréstimo no banco e acordo com o condomínio], são mais R$ 400 sobrando no orçamento. O primeiro passo é analisar a importância dos pequenos gastos. Durante um mês, anote todos eles, e analise-os com cuidado. Não use o termo ‘supérfluo’ para se referir a eles, pois provavelmente é daí que vem a maior parte de suas felicidades cotidianas: cuidados pessoais, presentes, lazer e indulgências. Estabeleça um limite para esses gastos, e passe a sacar do caixa eletrônico a verba destinada a eles. Durante os próximos meses, aperte o cinto para saldar o quanto antes sua dívida e o acordo com o condomínio. Se tiver 13º, use-o para isso. Saldadas as dívidas, contrate um plano de previdência no valor de R$ 200 mensais, com pagamento dois dias após seu recebimento, passe a contribuir com R$ 100 mensais para uma caderneta de poupança e habitue-se a colocar suas contas na ponta do lápis. Com maior consciência de seus gastos, e destinando verbas específicas para seus pequenos prazeres, você não errará mais”, ensina.
Segundo caso
Ariane Silva se formou em direito e trabalha como advogada júnior em um escritório de consultoria. Com um salário mensal de R$1.800, ela decidiu sair de casa e ir morar com uma amiga. Elas dividem o aluguel de R$1.100 – já com o condomínio – e gastam mais cerca de R$ 300 com água, luz, telefone fixo e internet. Dos quase R$1.000 que sobram do salário de Ariane, quase tudo está indo para o pagamento do cheque especial e dos cartões de crédito, numa dívida total de R$ 2.900. “Eu comecei a comprar as coisas para o apartamento novo e me perdi totalmente. Agora, mal recebo e já estou sem dinheiro”, conta.
Para o caso, o especialista Humberto Veiga, autor do livro “O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais”, da editora Thesaurus, diz que há solução.
Ele diz o seguinte: “Ariane tem muita sorte, o problema dela pode ser resolvido facilmente, mas, antes de entrar na solução, vamos à causa: ter ido morar com a amiga. Posso falar que a inexperiência levou Ariane a esta situação, mas foi bom que tenha acontecido agora, pois irá poupar-lhe muita preocupação futura. A situação é a seguinte: vá imediatamente ao banco e proponha uma troca da dívida no cartão de crédito e no cheque especial por um parcelamento dentro do seu orçamento. Faça com que a instituição financeira entenda que, se não fizer isso, você pode ficar inadimplente e isso é tudo o que o banco não quer. Para evitar ‘cair em tentação’, pelo menos nesse momento de recuperação, cancele o cartão de crédito (pague somente à vista) e o cheque especial, tão logo seus saldos negativos sejam zerados pelo novo empréstimo em prazo mais longo. Verifique se você tem possibilidade de fazer uma operação de crédito consignado. Isso irá baratear ainda mais o negócio. Procure cotações de empréstimo em bancos públicos que podem estar com taxas atrativas nesse momento. Se puder voltar a morar com seus pais e não perder a amizade (procure outra amiga para ficar no seu lugar), seria uma boa ideia, até o momento em que sua renda realmente possa sustentar o estilo de vida que você quer levar, o que, por enquanto, não parece ser o caso.”
Terceiro caso
Serena Oliveira tem 20 anos e trabalha em uma loja de joias num shopping paulista. Com um salário de cerca de R$ 2.500 mensais, ela paga a faculdade (R$ 1.080), as prestações do carro (R$ 340), o plano do celular (R$ 100) e usa o resto do dinheiro com despesas pessoais. Essas despesas pessoais foram o seu grande problema nos últimos meses. Entre roupas novas, presentes para o namorado e saídas com os amigos, ela acumulou uma dívida no cartão de crédito no valor de R$ 2.000. O especialista em finanças pessoais Erasmo Vieira, autor do livro “Viva em paz com seu dinheiro”, da editora Armazém, explica o que fazer:
“A Serena deve, num primeiro momento, conhecer realmente seus ganhos e seus gastos. Somente com a faculdade, prestação do carro e celular, ela gasta R$ 1.520. Outros gastos frequentes não relacionados como gasolina, alimentação, estacionamento e gastos com estudo na faculdade devem somar mais R$ 500. Sobram apenas R$ 480,00 para roupas, presentes, saídas e ainda pagar a dívida do cartão. Está é a margem que ela tem para viver. Anotar todos os gastos para conhecer o orçamento correto é o primeiro passo - e liquidar o cartão de crédito urgentemente. Com o 13º salário, comissões extras de final do ano e, em último, caso pegar um empréstimo consignado para liquidar a fatura. O problema do empréstimo é que será mais uma prestação a pagar, portanto, o que sobra no fim do mês para ela gastar vai diminuir ainda mais. Serena deve se preparar também para pagar o imposto do carro em 2010. Ela deve ter como prioridade na vida financeira não pagar juros, não entrar no cheque especial e liquidar seu cartão. Ela tem 20 anos e não deve começar a vida com dívidas. É melhor ter período de festas mais magro e começar 2010 com a casa em ordem”, aconselha.
Quarto caso
Silvia é professora e acaba de se divorciar. Com um salário de R$ 3.500, ela acabou de trocar de carro e está arrependida de ter esgotado cada centavo de suas economias em um momento desses. “Eu vivo no vermelho. Não consigo guardar nada e morro de medo do meu ex-marido atrasar a pensão da minha filha”. Silvia gasta R$ 1.600 de aluguel e R$ 950 com despesas fixas de casa. Recebe R$ 1.000 de pensão do ex-marido e vive pedindo dinheiro aos pais. “Não sei para onde vai meu dinheiro, mas comigo ele nunca fica e eu não consigo guardar nada”. Silvia se diz preocupada com o futuro.
Aqui, Erasmo Vieira também acha que estão faltando algumas informações (e quando a gente não percebe que gasta, os problemas aumentam). “Não saber aonde vai o dinheiro é muito comum para a pessoa que não tem controle do orçamento. Uma empresa que não controla o caixa, quebra. Com uma pessoa acontece a mesma coisa. A primeira tarefa é descobrir o que está sendo feito com o dinheiro. Para isso, é preciso anotar todos os gastos no período de 30 dias e colocar em uma planilha. Só assim poderá enxergar os gastos e planejar os próximos passos. Nesse planejamento, a gente tem que colocar os sonhos na conta. Todos sabemos que um dia vamos nos aposentar e, quanto mais cedo começar a pensar, melhor será a sua aposentadoria. Conheça seu orçamento e estabeleça um sonho que a motive a criar uma prestação do bem: uma reserva financeira para o futuro. Nem é tão difícil quanto se imagina”, diz.
Fonte;http://delas.ig.com.br/comportamento/com
Primeiro caso
Cibele Gomes é professora e ganha R$ 2.800. Não consegue guardar dinheiro e vive reclamando que isso a impede de passear nos finais de semana. “O dinheiro sempre acaba antes do final mês, é péssimo. Tem dia em que acho que nunca vou sair desse aperto”, diz Pois vamos às contas. Entre os gastos com as contas da casa, convênio médico, previdência privada para o filho e o pagamento de duas dívidas (empréstimo no banco: R$150 e um acordo com o condomínio R$ 250), Cibele gasta R$2.200.
O salvador deste incêndio é o especialista Gustavo Cerbasi, autor dos livros “Dinheiro – Os segredos de quem tem” e “Casais inteligentes enriquecem juntos”, ambos da editora Gente. Para ele, o caso de Cibele não é grave. “Se somarmos as contas que ela considera mais relevantes, o total é de R$ 2.200. Sobram R$ 600 para os pequenos gastos diários. Se descontarmos os gastos decorrentes de erros que ela cometeu no passado [empréstimo no banco e acordo com o condomínio], são mais R$ 400 sobrando no orçamento. O primeiro passo é analisar a importância dos pequenos gastos. Durante um mês, anote todos eles, e analise-os com cuidado. Não use o termo ‘supérfluo’ para se referir a eles, pois provavelmente é daí que vem a maior parte de suas felicidades cotidianas: cuidados pessoais, presentes, lazer e indulgências. Estabeleça um limite para esses gastos, e passe a sacar do caixa eletrônico a verba destinada a eles. Durante os próximos meses, aperte o cinto para saldar o quanto antes sua dívida e o acordo com o condomínio. Se tiver 13º, use-o para isso. Saldadas as dívidas, contrate um plano de previdência no valor de R$ 200 mensais, com pagamento dois dias após seu recebimento, passe a contribuir com R$ 100 mensais para uma caderneta de poupança e habitue-se a colocar suas contas na ponta do lápis. Com maior consciência de seus gastos, e destinando verbas específicas para seus pequenos prazeres, você não errará mais”, ensina.
Segundo caso
Ariane Silva se formou em direito e trabalha como advogada júnior em um escritório de consultoria. Com um salário mensal de R$1.800, ela decidiu sair de casa e ir morar com uma amiga. Elas dividem o aluguel de R$1.100 – já com o condomínio – e gastam mais cerca de R$ 300 com água, luz, telefone fixo e internet. Dos quase R$1.000 que sobram do salário de Ariane, quase tudo está indo para o pagamento do cheque especial e dos cartões de crédito, numa dívida total de R$ 2.900. “Eu comecei a comprar as coisas para o apartamento novo e me perdi totalmente. Agora, mal recebo e já estou sem dinheiro”, conta.
Para o caso, o especialista Humberto Veiga, autor do livro “O que as mulheres querem saber sobre finanças pessoais”, da editora Thesaurus, diz que há solução.
Ele diz o seguinte: “Ariane tem muita sorte, o problema dela pode ser resolvido facilmente, mas, antes de entrar na solução, vamos à causa: ter ido morar com a amiga. Posso falar que a inexperiência levou Ariane a esta situação, mas foi bom que tenha acontecido agora, pois irá poupar-lhe muita preocupação futura. A situação é a seguinte: vá imediatamente ao banco e proponha uma troca da dívida no cartão de crédito e no cheque especial por um parcelamento dentro do seu orçamento. Faça com que a instituição financeira entenda que, se não fizer isso, você pode ficar inadimplente e isso é tudo o que o banco não quer. Para evitar ‘cair em tentação’, pelo menos nesse momento de recuperação, cancele o cartão de crédito (pague somente à vista) e o cheque especial, tão logo seus saldos negativos sejam zerados pelo novo empréstimo em prazo mais longo. Verifique se você tem possibilidade de fazer uma operação de crédito consignado. Isso irá baratear ainda mais o negócio. Procure cotações de empréstimo em bancos públicos que podem estar com taxas atrativas nesse momento. Se puder voltar a morar com seus pais e não perder a amizade (procure outra amiga para ficar no seu lugar), seria uma boa ideia, até o momento em que sua renda realmente possa sustentar o estilo de vida que você quer levar, o que, por enquanto, não parece ser o caso.”
Terceiro caso
Serena Oliveira tem 20 anos e trabalha em uma loja de joias num shopping paulista. Com um salário de cerca de R$ 2.500 mensais, ela paga a faculdade (R$ 1.080), as prestações do carro (R$ 340), o plano do celular (R$ 100) e usa o resto do dinheiro com despesas pessoais. Essas despesas pessoais foram o seu grande problema nos últimos meses. Entre roupas novas, presentes para o namorado e saídas com os amigos, ela acumulou uma dívida no cartão de crédito no valor de R$ 2.000. O especialista em finanças pessoais Erasmo Vieira, autor do livro “Viva em paz com seu dinheiro”, da editora Armazém, explica o que fazer:
“A Serena deve, num primeiro momento, conhecer realmente seus ganhos e seus gastos. Somente com a faculdade, prestação do carro e celular, ela gasta R$ 1.520. Outros gastos frequentes não relacionados como gasolina, alimentação, estacionamento e gastos com estudo na faculdade devem somar mais R$ 500. Sobram apenas R$ 480,00 para roupas, presentes, saídas e ainda pagar a dívida do cartão. Está é a margem que ela tem para viver. Anotar todos os gastos para conhecer o orçamento correto é o primeiro passo - e liquidar o cartão de crédito urgentemente. Com o 13º salário, comissões extras de final do ano e, em último, caso pegar um empréstimo consignado para liquidar a fatura. O problema do empréstimo é que será mais uma prestação a pagar, portanto, o que sobra no fim do mês para ela gastar vai diminuir ainda mais. Serena deve se preparar também para pagar o imposto do carro em 2010. Ela deve ter como prioridade na vida financeira não pagar juros, não entrar no cheque especial e liquidar seu cartão. Ela tem 20 anos e não deve começar a vida com dívidas. É melhor ter período de festas mais magro e começar 2010 com a casa em ordem”, aconselha.
Quarto caso
Silvia é professora e acaba de se divorciar. Com um salário de R$ 3.500, ela acabou de trocar de carro e está arrependida de ter esgotado cada centavo de suas economias em um momento desses. “Eu vivo no vermelho. Não consigo guardar nada e morro de medo do meu ex-marido atrasar a pensão da minha filha”. Silvia gasta R$ 1.600 de aluguel e R$ 950 com despesas fixas de casa. Recebe R$ 1.000 de pensão do ex-marido e vive pedindo dinheiro aos pais. “Não sei para onde vai meu dinheiro, mas comigo ele nunca fica e eu não consigo guardar nada”. Silvia se diz preocupada com o futuro.
Aqui, Erasmo Vieira também acha que estão faltando algumas informações (e quando a gente não percebe que gasta, os problemas aumentam). “Não saber aonde vai o dinheiro é muito comum para a pessoa que não tem controle do orçamento. Uma empresa que não controla o caixa, quebra. Com uma pessoa acontece a mesma coisa. A primeira tarefa é descobrir o que está sendo feito com o dinheiro. Para isso, é preciso anotar todos os gastos no período de 30 dias e colocar em uma planilha. Só assim poderá enxergar os gastos e planejar os próximos passos. Nesse planejamento, a gente tem que colocar os sonhos na conta. Todos sabemos que um dia vamos nos aposentar e, quanto mais cedo começar a pensar, melhor será a sua aposentadoria. Conheça seu orçamento e estabeleça um sonho que a motive a criar uma prestação do bem: uma reserva financeira para o futuro. Nem é tão difícil quanto se imagina”, diz.
Fonte;http://delas.ig.com.br/comportamento/com
sábado, 26 de dezembro de 2009
7 dicas para 2010 superar as suas expectativas
Baseada na Programação Neurolinguística, especialista ensina o que deve ser feito para que suas aspirações não se percam no ano
Márcia Dolores Rezende: é preciso definir os objetivos e dedicar-se a eles de forma positiva
De acordo com a Programação Neurolinguística (PNL), nosso comportamento e todas as atitudes que tomamos estão interligados por uma programação do cérebro, que consiste em sequências de pensamentos e diálogos internos. Segundo a psicóloga neurolinguista, especialista em comportamento humano, Márcia Dolores Rezende, não costumamos perceber racionalmente essa programção, ela acontece de maneira automática. Mas se a desenvolvemos, ela pode nos ajudar a alcançar nossas metas.
Na prática, é como se este funcionamento determinasse as ações. “Quando monto uma estratégia, ela se efetiva no cérebro e ele origina as atitudes. Toda vez que você toma uma atitude, o seu corpo inteiro se comunica coerentemente de acordo com o que você está sentindo”, explica Márcia, que enfatiza a fala como a linguagem mais importante na programação do cérebro.
A PNL propõe, principalmente, que, para realizar objetivos, é preciso primeiro defini-los e dedicar-se a ele com uma perspectiva positiva. Segundo a especialista, “ela ajuda a direcionar a força do pensamento para alcançar o desejado”. Portanto, para o início de 2010, as dicas abaixo podem trazer um poder maior de realização. E um ano melhor, consequentemente.
1 – Saiba que a mente, ao lado da positividade, pode dar maior potência no caminho das realizações. Mantenha este conhecimento vívido.
2 – Realize um balanço de tudo o que aconteceu em 2009 e avalie o deu certo e o que não deu; assim, será possível tomar uma atitude diferente da próxima vez.
3 – Diga o que você quer, e não o que você não quer. Ao dizer “não quero sofrer” e “não quero ficar sem dinheiro”, por exemplo, o cérebro desconsidera a palavra negativa e você vai continuar vivendo aquilo. É como se te pedissem para não imaginar uma pizza de marguerita: automaticamente, será o pensamento seguinte que o seu cérebro terá. Portanto, fique atenta.
4 – Estruture seus objetivos e separe-os por setores como profissional, de desenvolvimento, de lazer, afetivo. Defina as metas para cada grupo e foque em uma de cada vez. Não faça tudo ao mesmo tempo, pois a eficácia acaba diminuindo.
5 – Estabeleça parâmetros para acompanhar suas metas, seja num caderno, num diário, pelo Outlook, ou até no quadro de recados da geladeira. O importante é acompanhá-las, passo a passo, para não ficarem esquecidas de nenhuma forma.
6 – Defina um prazo que, de preferência, seja atingível e coerente. Se, por acaso, você estabeleceu que irá guardar 5% de seu salário durante o período de um ano, siga um tempo especificado: de 15 de janeiro a 15 de dezembro. Isto favorece o alcance do objetivo e não permite que ele seja deixado para trás.
7 – Abuse da imaginação. Visualize seu desejo intensamente, pois se ele for representado dentro do cérebro é possível fazer uma avaliação ainda maior da importância dele. É uma maneira de se aproximar do valor – ou falta de – daquilo que se almeja, facilitando o conhecimento de que você realmente quer aquilo.
Fonte: www.delas.ig.com.br
Renata Losso, especial para o iG São Paulo
25/12/2009 08:21
Márcia Dolores Rezende: é preciso definir os objetivos e dedicar-se a eles de forma positiva
De acordo com a Programação Neurolinguística (PNL), nosso comportamento e todas as atitudes que tomamos estão interligados por uma programação do cérebro, que consiste em sequências de pensamentos e diálogos internos. Segundo a psicóloga neurolinguista, especialista em comportamento humano, Márcia Dolores Rezende, não costumamos perceber racionalmente essa programção, ela acontece de maneira automática. Mas se a desenvolvemos, ela pode nos ajudar a alcançar nossas metas.
Na prática, é como se este funcionamento determinasse as ações. “Quando monto uma estratégia, ela se efetiva no cérebro e ele origina as atitudes. Toda vez que você toma uma atitude, o seu corpo inteiro se comunica coerentemente de acordo com o que você está sentindo”, explica Márcia, que enfatiza a fala como a linguagem mais importante na programação do cérebro.
A PNL propõe, principalmente, que, para realizar objetivos, é preciso primeiro defini-los e dedicar-se a ele com uma perspectiva positiva. Segundo a especialista, “ela ajuda a direcionar a força do pensamento para alcançar o desejado”. Portanto, para o início de 2010, as dicas abaixo podem trazer um poder maior de realização. E um ano melhor, consequentemente.
1 – Saiba que a mente, ao lado da positividade, pode dar maior potência no caminho das realizações. Mantenha este conhecimento vívido.
2 – Realize um balanço de tudo o que aconteceu em 2009 e avalie o deu certo e o que não deu; assim, será possível tomar uma atitude diferente da próxima vez.
3 – Diga o que você quer, e não o que você não quer. Ao dizer “não quero sofrer” e “não quero ficar sem dinheiro”, por exemplo, o cérebro desconsidera a palavra negativa e você vai continuar vivendo aquilo. É como se te pedissem para não imaginar uma pizza de marguerita: automaticamente, será o pensamento seguinte que o seu cérebro terá. Portanto, fique atenta.
4 – Estruture seus objetivos e separe-os por setores como profissional, de desenvolvimento, de lazer, afetivo. Defina as metas para cada grupo e foque em uma de cada vez. Não faça tudo ao mesmo tempo, pois a eficácia acaba diminuindo.
5 – Estabeleça parâmetros para acompanhar suas metas, seja num caderno, num diário, pelo Outlook, ou até no quadro de recados da geladeira. O importante é acompanhá-las, passo a passo, para não ficarem esquecidas de nenhuma forma.
6 – Defina um prazo que, de preferência, seja atingível e coerente. Se, por acaso, você estabeleceu que irá guardar 5% de seu salário durante o período de um ano, siga um tempo especificado: de 15 de janeiro a 15 de dezembro. Isto favorece o alcance do objetivo e não permite que ele seja deixado para trás.
7 – Abuse da imaginação. Visualize seu desejo intensamente, pois se ele for representado dentro do cérebro é possível fazer uma avaliação ainda maior da importância dele. É uma maneira de se aproximar do valor – ou falta de – daquilo que se almeja, facilitando o conhecimento de que você realmente quer aquilo.
Fonte: www.delas.ig.com.br
Renata Losso, especial para o iG São Paulo
25/12/2009 08:21
domingo, 20 de dezembro de 2009
Drible o estresse no ambiente de trabalho
Uma pesquisa da International Stress Management Association Brasil (ISMA/BR) mostra que 70% dos trabalhadores sofrem de algum nível de estresse relacionado à sua atividade profissional e, destes, 30% estão no pior nível da doença. Segundo os especialistas, a alta prevalência do problema é resultado de uma mudança profunda na configuração das empresas.
"O que vemos, atualmente, é que um único empregado desempenha as tarefas que antes eram responsabilidade de dois ou três. Ou seja, há menos gente nas organizações, mas as tarefas continuam as mesmas. Por isso, 62% dos trabalhadores reclamam de estresse por sobrecarga de trabalho", disse Ana Maria Rossi, doutora em psicologia, especializada em estresse e presidente da ISMA/BR.
O medo da demissão, os conflitos interpessoais e o desequilíbrio entre a atividade desempenhada e a gratificação recebida por ela são outros fatores capazes de deixar os trabalhadores brasileiros em um estado de tensão constante.
O grande problema é que, sem recorrer a estratégias que ajudem a minimizar o estresse, a tendência é que o mal evolua, provocando sintomas físicos e emocionais. "Os mais comuns são tensão muscular, problemas de memória, sensação contínua de cansaço, insônia, alterações de apetite, irritabilidade e emotividade excessivas", afirmou a doutora em psicologia Maria Angélica Sadir, psicoterapeuta do Centro Psicológico de Controle do Estresse. Para piorar, as sensações de angústia, ansiedade e preocupação excessivas, desencadeadas pelo estresse, também podem levar a comportamentos de risco. "As drogas, por exemplo, costumam ser muito utilizadas como válvula de escape", disse Ana Maria.
Daí a importância de investir, o quanto antes, em atitudes capazes de aliviar a tensão permanente. Nesse sentido, uma dica dos especialistas é adotar hábitos saudáveis no dia a dia. "Se dormimos bem, evitamos os alimentos estimulantes - como os ricos em cafeína - e praticamos atividades físicas, certamente estaremos menos vulneráveis ao problema e aos comportamentos agressivos ou completamente passivos que podem resultar dele", afirmou Rossi.
Mudança de postura
No próprio ambiente de trabalho, uma mudança de postura também pode ser muito bem-vinda. "Uma das lições mais importantes, para quem quer aprender a controlar o estresse, é ser realista em relação ao tempo e às tarefas que precisa executar. Ao perceber que não conseguiremos dar conta de determinada carga de trabalho, temos três alternativas: pedir ajuda, delegar ou simplesmente dizer 'não' e recusar mais aquela solicitação. É, antes de tudo, uma decisão individual", disse Rossi.
É claro que não é simples dizer ao seu chefe que não conseguirá entregar o relatório a tempo. Da mesma forma, não há nenhuma garantia de que o seu colega aceitará lhe ajudar, caso precise. Mas é fundamental saber se colocar, para preservar, inclusive, sua saúde física. Estabelecer limites também é uma maneira de coibir abusos futuros e de adquirir respeito no ambiente profissional.
Organize-se
Planejamento e organização também são palavras-chave no enfrentamento dos quadros de estresse. Listar todas as suas atividades e compromissos logo no início do dia, por exemplo, pode ser uma medida bastante útil. Em seguida, organize-as por ordem de importância, estabelecendo as suas prioridades. E faça o máximo para se dedicar a uma coisa por vez. Mas atenção: trabalhe com metas possíveis. Chegar ao fim do expediente sem cumprir nem metade das obrigações com as quais se comprometeu será, no mínimo, frustrante, o que pode fazer seu estresse disparar.
Pausas
Tanto no trabalho quanto em casa, permita-se fazer pequenas pausas na correria da rotina. No escritório, uma simples parada para tomar um chá olhando a paisagem na janela pode ajudar a desacelerar e, certamente, a medida não comprometerá sua produtividade.
Depois do expediente, vale buscar atividades relaxantes e que lhe deem prazer. Segundo Maria Angélica, as pessoas estão habituadas a se desconectar apenas nas férias. "Mas é preciso encontrar tempo para o lazer e para o descanso toda semana, se possível, todos os dias", disse.
Atitude positiva
Por fim, adotar uma atitude mais positiva, tolerante e confiante perante a vida é outra maneira de afastar a ameaça do estresse nocivo, que pode se manifestar até em desequilíbrios no organismo. "O mais importante para aliviar a tensão é mudar a forma de enxergar e de lidar com os problemas. Na maioria das vezes, não é a situação que nos causa estresse, é a nossa postura em relação àquele desafio que torna a realidade mais difícil. Pessoas que são muito ansiosas, críticas, que se cobram demais e que sofrem por antecipação precisarão trabalhar essas características da sua personalidade se quiserem ter uma vida mais saudável e tranquila", afirmou a psicoterapeuta Maria Angélica.
Fonte:
www.terra.mulher.com.br
"O que vemos, atualmente, é que um único empregado desempenha as tarefas que antes eram responsabilidade de dois ou três. Ou seja, há menos gente nas organizações, mas as tarefas continuam as mesmas. Por isso, 62% dos trabalhadores reclamam de estresse por sobrecarga de trabalho", disse Ana Maria Rossi, doutora em psicologia, especializada em estresse e presidente da ISMA/BR.
O medo da demissão, os conflitos interpessoais e o desequilíbrio entre a atividade desempenhada e a gratificação recebida por ela são outros fatores capazes de deixar os trabalhadores brasileiros em um estado de tensão constante.
O grande problema é que, sem recorrer a estratégias que ajudem a minimizar o estresse, a tendência é que o mal evolua, provocando sintomas físicos e emocionais. "Os mais comuns são tensão muscular, problemas de memória, sensação contínua de cansaço, insônia, alterações de apetite, irritabilidade e emotividade excessivas", afirmou a doutora em psicologia Maria Angélica Sadir, psicoterapeuta do Centro Psicológico de Controle do Estresse. Para piorar, as sensações de angústia, ansiedade e preocupação excessivas, desencadeadas pelo estresse, também podem levar a comportamentos de risco. "As drogas, por exemplo, costumam ser muito utilizadas como válvula de escape", disse Ana Maria.
Daí a importância de investir, o quanto antes, em atitudes capazes de aliviar a tensão permanente. Nesse sentido, uma dica dos especialistas é adotar hábitos saudáveis no dia a dia. "Se dormimos bem, evitamos os alimentos estimulantes - como os ricos em cafeína - e praticamos atividades físicas, certamente estaremos menos vulneráveis ao problema e aos comportamentos agressivos ou completamente passivos que podem resultar dele", afirmou Rossi.
Mudança de postura
No próprio ambiente de trabalho, uma mudança de postura também pode ser muito bem-vinda. "Uma das lições mais importantes, para quem quer aprender a controlar o estresse, é ser realista em relação ao tempo e às tarefas que precisa executar. Ao perceber que não conseguiremos dar conta de determinada carga de trabalho, temos três alternativas: pedir ajuda, delegar ou simplesmente dizer 'não' e recusar mais aquela solicitação. É, antes de tudo, uma decisão individual", disse Rossi.
É claro que não é simples dizer ao seu chefe que não conseguirá entregar o relatório a tempo. Da mesma forma, não há nenhuma garantia de que o seu colega aceitará lhe ajudar, caso precise. Mas é fundamental saber se colocar, para preservar, inclusive, sua saúde física. Estabelecer limites também é uma maneira de coibir abusos futuros e de adquirir respeito no ambiente profissional.
Organize-se
Planejamento e organização também são palavras-chave no enfrentamento dos quadros de estresse. Listar todas as suas atividades e compromissos logo no início do dia, por exemplo, pode ser uma medida bastante útil. Em seguida, organize-as por ordem de importância, estabelecendo as suas prioridades. E faça o máximo para se dedicar a uma coisa por vez. Mas atenção: trabalhe com metas possíveis. Chegar ao fim do expediente sem cumprir nem metade das obrigações com as quais se comprometeu será, no mínimo, frustrante, o que pode fazer seu estresse disparar.
Pausas
Tanto no trabalho quanto em casa, permita-se fazer pequenas pausas na correria da rotina. No escritório, uma simples parada para tomar um chá olhando a paisagem na janela pode ajudar a desacelerar e, certamente, a medida não comprometerá sua produtividade.
Depois do expediente, vale buscar atividades relaxantes e que lhe deem prazer. Segundo Maria Angélica, as pessoas estão habituadas a se desconectar apenas nas férias. "Mas é preciso encontrar tempo para o lazer e para o descanso toda semana, se possível, todos os dias", disse.
Atitude positiva
Por fim, adotar uma atitude mais positiva, tolerante e confiante perante a vida é outra maneira de afastar a ameaça do estresse nocivo, que pode se manifestar até em desequilíbrios no organismo. "O mais importante para aliviar a tensão é mudar a forma de enxergar e de lidar com os problemas. Na maioria das vezes, não é a situação que nos causa estresse, é a nossa postura em relação àquele desafio que torna a realidade mais difícil. Pessoas que são muito ansiosas, críticas, que se cobram demais e que sofrem por antecipação precisarão trabalhar essas características da sua personalidade se quiserem ter uma vida mais saudável e tranquila", afirmou a psicoterapeuta Maria Angélica.
Fonte:
www.terra.mulher.com.br
sábado, 19 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
CORRIDA AO VIAGRA GENÉRICO
Poucos medicamentos tornaram-se tão populares quanto o Viagra. Mais de 40 milhões de homens em 120 países consumiram quase 100 milhões de pílulas azuladas desde o lançamento do remédio em 1998. Símbolo de uma revolução sexual em escala global, ele agora ressurge como protagonista de uma reviravolta no mercado farmacêutico brasileiro.
Pfizer tenta comprar laboratórios para aliviar perda de patentes
Cristália antecipa estratégia contra genérico do Viagra
"Vamos competir pelas migalhas da Pfizer", diz consultor do setor farmacêutico
A patente do Viagra é uma das 26 que vencem entre 2010 e 2013 e vão injetar na indústria mais de R$ 700 milhões em receitas com uma nova geração de medicamentos genéricos.
O Viagra representa para o mercado de medicamentos o mesmo que um filme de ação para Hollywood. Por sua capacidade de arrecadar quantias milionárias, é chamando pelos executivos do setor farmacêutico de remédio blockbuster – em português, remédio arrasa-quarteirão.
No Brasil, o Viagra sozinho movimenta R$ 170 milhões por ano, pouco mais de um terço do total das vendas de medicamento contra a impotência, avaliadas em R$ 500 milhões.
Por lei, a versão genérica de qualquer medicamento deve custar no mínimo 35% a menos que o medicamento original. Na prática, porém, o desconto pode chegar a 60%, multiplicando as vendas de uma forma nunca vista enquanto o medicamento tinha marca. “Quando as versões genéricas do Viagra chegarem ao mercado, o preço vai cair e consumo, aumentar”, diz Ogari de Castro Pacheco, presidente e co-fundador do Cristália, laboratório fabricante do Helleva, um dos concorrentes do Viagra.
Uma demonstração do que pode ocorrer com o Viagra vem de uma dupla de remédios para emagrecer, o Reductil, da americana Abbott, e o Plenty, licenciado para a Medley. Os dois entraram no mercado brasileiro no fim dos anos 1990 com um preço proibitivo para boa parte dos consumidores. Uma caixa chegou a custar quase R$ 200 reais. Em 2006, pouco antes de a patente expirar, a Medley lançou a versão genérica com um preço que variava de R$ 70 a R$ 90. A partir daí, as vendas multiplicaram por seis.
Briga na Justiça
A indústria farmacêutica que cria um novo tipo de remédio tem direito exclusivo sobre sua fórmula por 20 anos, a contar da data em que fez o registro da primeira patente. A Pfizer lançou o Viagra em 1998, mas o registro foi feito quase uma década antes. Para o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), instituição responsável pelo registro de patentes no Brasil, a exclusividade da Pfizer sobre o Viagra caduca em junho de 2010.
A Pfizer, no entanto, alega que a data do registro é outra e entrou na Justiça para alterar o prazo. “A data estipulada no Brasil para o vencimento difere da contagem que a Pfizer entende como correta”, diz Adilson Montaneira, diretor da Pfizer. “Entramos com uma ação judicial para corrigir a data de 2010 para 2011." A Pfizer já tem uma decisão judicial favorável em primeira instância, mas o INPI recorreu e o desfecho ainda é uma incógnita.
Linha de chegada
A data final da patente do Viagra, no entanto, tornou-se um detalhe para a indústria de genéricos no Brasil. Há mais de dois anos, a maioria dos fabricantes do país prepara-se para lançar versões com o princípio ativo do Viagra, o citrato de sildenafila. Para não correr o risco de perder uma oportunidade única, os laboratórios miram na data defendida pelo INPI, junho de 2010.
“Estamos numa corrida contra o tempo”, diz Maria Del Pilar Muñoz, diretora de novos negócios do laboratório brasileiro Eurofarma. “O genérico do Viagra é um dos mais importantes medicamentos de uma nova leva que vai chegar ao mercado nos próximos anos e todos trabalhamos para ter o produto pronto no dia seguinte que a patente vencer, não importa se em 2010 ou 2011.”
A pressa tem razões comerciais. No mercado de genéricos, historicamente, dispara nas vendas quem chega primeiro ao balcão. É assim porque as redes de farmácia costumam escolher duas ou três versões de um medicamento genérico, e os clientes adotam as primeiras que chegarem às prateleiras. Retardatários correm o risco de cair no esquecimento.
Pfizer tenta comprar laboratórios para aliviar perda de patentes
Cristália antecipa estratégia contra genérico do Viagra
"Vamos competir pelas migalhas da Pfizer", diz consultor do setor farmacêutico
A patente do Viagra é uma das 26 que vencem entre 2010 e 2013 e vão injetar na indústria mais de R$ 700 milhões em receitas com uma nova geração de medicamentos genéricos.
O Viagra representa para o mercado de medicamentos o mesmo que um filme de ação para Hollywood. Por sua capacidade de arrecadar quantias milionárias, é chamando pelos executivos do setor farmacêutico de remédio blockbuster – em português, remédio arrasa-quarteirão.
No Brasil, o Viagra sozinho movimenta R$ 170 milhões por ano, pouco mais de um terço do total das vendas de medicamento contra a impotência, avaliadas em R$ 500 milhões.
Por lei, a versão genérica de qualquer medicamento deve custar no mínimo 35% a menos que o medicamento original. Na prática, porém, o desconto pode chegar a 60%, multiplicando as vendas de uma forma nunca vista enquanto o medicamento tinha marca. “Quando as versões genéricas do Viagra chegarem ao mercado, o preço vai cair e consumo, aumentar”, diz Ogari de Castro Pacheco, presidente e co-fundador do Cristália, laboratório fabricante do Helleva, um dos concorrentes do Viagra.
Uma demonstração do que pode ocorrer com o Viagra vem de uma dupla de remédios para emagrecer, o Reductil, da americana Abbott, e o Plenty, licenciado para a Medley. Os dois entraram no mercado brasileiro no fim dos anos 1990 com um preço proibitivo para boa parte dos consumidores. Uma caixa chegou a custar quase R$ 200 reais. Em 2006, pouco antes de a patente expirar, a Medley lançou a versão genérica com um preço que variava de R$ 70 a R$ 90. A partir daí, as vendas multiplicaram por seis.
Briga na Justiça
A indústria farmacêutica que cria um novo tipo de remédio tem direito exclusivo sobre sua fórmula por 20 anos, a contar da data em que fez o registro da primeira patente. A Pfizer lançou o Viagra em 1998, mas o registro foi feito quase uma década antes. Para o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), instituição responsável pelo registro de patentes no Brasil, a exclusividade da Pfizer sobre o Viagra caduca em junho de 2010.
A Pfizer, no entanto, alega que a data do registro é outra e entrou na Justiça para alterar o prazo. “A data estipulada no Brasil para o vencimento difere da contagem que a Pfizer entende como correta”, diz Adilson Montaneira, diretor da Pfizer. “Entramos com uma ação judicial para corrigir a data de 2010 para 2011." A Pfizer já tem uma decisão judicial favorável em primeira instância, mas o INPI recorreu e o desfecho ainda é uma incógnita.
Linha de chegada
A data final da patente do Viagra, no entanto, tornou-se um detalhe para a indústria de genéricos no Brasil. Há mais de dois anos, a maioria dos fabricantes do país prepara-se para lançar versões com o princípio ativo do Viagra, o citrato de sildenafila. Para não correr o risco de perder uma oportunidade única, os laboratórios miram na data defendida pelo INPI, junho de 2010.
“Estamos numa corrida contra o tempo”, diz Maria Del Pilar Muñoz, diretora de novos negócios do laboratório brasileiro Eurofarma. “O genérico do Viagra é um dos mais importantes medicamentos de uma nova leva que vai chegar ao mercado nos próximos anos e todos trabalhamos para ter o produto pronto no dia seguinte que a patente vencer, não importa se em 2010 ou 2011.”
A pressa tem razões comerciais. No mercado de genéricos, historicamente, dispara nas vendas quem chega primeiro ao balcão. É assim porque as redes de farmácia costumam escolher duas ou três versões de um medicamento genérico, e os clientes adotam as primeiras que chegarem às prateleiras. Retardatários correm o risco de cair no esquecimento.
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